Mostrando postagens com marcador Cordel. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cordel. Mostrar todas as postagens

domingo, 17 de fevereiro de 2008

O QUE FALTA INVENTAR?

Neste mundão surpreendente
já nada vai me espantar
ainda assim fico atônito
com o que falam por falar
dizendo que o namorado
come a moça sem casar

Hoje é assim que acontece
desapareceu a ternura
a moça fica com vergonha
de afirmar que é pura
e se é virgem até esconde
pr'a não sofrer amargura

Aquele namoro encantado
de nos olhos do outro olhar
embevecidos no romantismo
os dois suspirando ao luar
virou desejo animal
nem precisa mais casar

E quem vai querer casar
se quando namora já come
até na casa do pai dela
embucha a garota e some
troca de mulher como roupa
e dela nem sabe o nome?

Muitos pais até facilitam
a sacanagem dos pombinhos
dão um quarto só pr'a eles
para que fiquem sozinhos
porque isso é modernismo
deixa transar os bichinhos!

É um alívio para o pai delas
aber que a filha e o namorado
dormem juntos na cama
ou passam a noite acordados
transando, não tenham dúvidas,
como se os dois fossem casados

Ah! mas o paizão, rindo fagueiro,
entrega ao cara todo esse céu
preferindo que a filha linda
faça em casa, não num motel
porque teme a violência
e o casamento é só papel

Sem problema quando ocorre
de ela mudar de namorado
pois sua casa tá esperando
o quarto dela já preparado
para o novo amante que vem
ser com a garota regalado

Quantos por ela passarão,
qual o seu número de amantes
até que um dia ela case?
Muitas engravidam antes
ficando tudo por isso mesmo,
o besta do vovô garante

Então lá vem a televisão
toda cheia de "virtude"
falar de gravidez precoce
e sobre tomar atitude
para que tal não aconteça
e evitem a similitude

Ora, mas que interessante!
O mal volta à cena do crime
rindo da cara dos bobos
embora assim ela ensine
por ser ela mesma a chefe
traiçoeira desse time

Não foi a TV quem começou
insuflando a juventude
a toda essa libertinagem
e fazer sexo amiúde?
Basta rever seus programas
o toque que esconde e ilude

E tome traição e orgia,
as virgindades perdidas,
o bom prêmio ao namorado
noites de prazer garantidas
para quem come e debanda
esculhambando com a vida

As mensagens das novelas
têm um quê de sutileza
e tudo que envolve jovens
traz um ar de safadeza
e os rapazes vão comendo
das mocinhas a beleza

De modo que atualmente
se treze anos ela tem
Já transa com o namorado
que é amante também
então tudo virou bagunça
todos só querem o vai-e-vem

Acho que lá no futuro
seremos como os animais
transando com qualquer uma
isso é o cachorro que faz
então eu quero saber
o que vão inventar mais

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

O TESÃO DO CARA PELO FUSCA - Final

Este olhava o proprietário
Cheio de espanto e rancor
Com o cara ressentido
Por atrapalhar o seu amor
Mas fugia resmungando
Com seu andar engraçado
De quem é leso e pirado
E se ia resfolegando

Eu nunca soube o seu nome
Apelidei-o de Zé Buchada
Provavelmente tenha sido
Por ter fusca como amada
Mas não fazia jus ao apodo
Pois era um fino magrela
Bem delgado e banguela
Parecendo cabo de rodo

Sobre Zé buchada escrevi
Uma crônica hilariante
Um conto bem engraçado
Com título contagiante
Que despertou num jornal
Excelente reportagem
Descrevendo a imagem
De alguém nada normal

Zé Buchada desapareceu
Assim, repentinamente,
E ninguém soube explicar
Se estava morto ou doente
Foi como se alguém soprasse
Numa lamparina acesa
Aboletada numa mesa
E ela, súbito, apagasse

Há versões contraditórias
Do que realmente ocorreu
Com o cara que amava fusca
Se ainda está vivo ou morreu
Uns falam que o mataram
Por causa do que fazia
Pois de fato enraivecia
E talvez o assassinaram

Boa parte deste cordel
Tem um tanto de verdade
Outro tanto eu inventei
Com minha criatividade
Foi só para descontrair
Todo poeta é inventivo
E basta um só motivo
Para sua poesia sorrir

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

O TESÃO DO CARO PELO FUSCA - Parte I

Quem já viu alguma vez
Alguém com estranha paixão,
Dessas deveras inusitadas
Que vai além da emoção?
Não falo do mero sentimento
Nem do querer passageiro
Ou do amor de um roqueiro
Tão parecido com o vento

Vagueiam, são ondas do mar.
Falo do desejar obsessivo
Tão ardente quanto fogo
Nascido do anelo impulsivo
De modo que se enraíza
Rasgando as profundezas
E vão enganando as certezas
Tão anormal que inferniza

Eu testemunhei algo assim
Nas minhas muitas andanças
Por esse país tão imenso
Vendo farras e festanças
E digo: fiquei sim, atônito,
Com o caso bem estranho
De um louco meio fanho
Num amor nada platônico

Vi pessoas comendo formigas,
Mulher de bigode brusca,
Mas nunca pensei enxergar
O fanho namorando um fusca
Expressando todo seu carinho
Deitado como se numa cama
Dizendo, em êxtase: “me ama,
Vem me dar tudo, carrinho!”

Tudo bem, eu vou explicar,
Sobre quem estou falando
Para que ninguém vá pensar
Que estou mesmo inventando
Esse cara de voz fanhosa
Era um jovem todo doidão
Que não punhetava com a mão
Mas com “uma” fusca fogosa

Veja só quanta imaginação
A mente consegue engendrar
Para levar um debilóide
À guisa de mulher desejar
Um veículo como esposa
Então,vendo um fusca gama
P’ra ele é a mulher que ama
Chuva com sol, casa a raposa

Lá estava nas ruas ele à toa,
No rosto o seu riso bobão
Parado, andando ou correndo,
Fusca de brinquedo na mão
Olhando p’ra tudo que é lado
Tomado de ânsia sem par
Para ver se vai encontrar
Seu grande amor estacionado

Assim, bastava ele avistar
A “namorada” no acostamento
Para ficar todo excitado
Lembrando um bruto jumento
Que se aproxima caviloso
Daquela a quem pretende ganhar
E como quem vai paquerar
Mostrava-se todo amoroso

Passava a mão, carinhoso,
Na quente lataria do fusca
Balbuciando frases sem nexo
Perdido na mente obtusa
E sobre o capô se deitava
O pingolim já p’ra fora
Pois era chegada a hora
De ter a “mulher” que amava

Naquela estranha intimidade
No caos urbano a céu aberto,
Ele amava o fusca querido
Com gozo e tanto, decerto,
Na lataria deixando escorrer
Seu branco esperma gosmento
Tão asqueroso e nojento
Quanto seu malfadado querer

Depois ficava deitado
Todo contente e satisfeito
No rosto um sorriso feliz
Pelo que acabava de ter feito
E mesmo que o sol escandante
Queimasse a ele e ao carro
Permanecia tirando sarro
Eufórico, abraçado à "amante"

Às vezes o dono do carro
Pegava o fanho em flagrante
Com o pingolim em riste
Já seduzindo a “amante”
E gritava desesperado
Brandindo os braços no ar
Quase sem poder falar
Xingando o doido tarado


...CONTINUA

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

MOTE: Um coração entristecido exibe ao mundo a sua dor


Quando chora amargurado,
Extravasando grande agonia,
O cara abre a porta devagar
Permitindo a fuga da alegria
E vê murchar o sorriso da flor
Deixando o sol aborrecido,
Um coração entristecido
Exibe ao mundo a sua dor

Lágrimas grossas vão caindo
O dia demora a amanhecer
Até o olhar se torna vago
Difícil a melancolia arrefecer
Ele, então, desiste do amor,
Porque está bastante sofrido,
Um coração entristecido
Exibe ao mundo a sua dor

É bem perceptível esse sofrer
Pois que expresso em seu olhar
Não fica difícil perceber
Que não tem vontade de amar
A mais ninguém, seja quem for,
Esse é o retrato do abatido,
Um coração entristecido
Exibe ao mundo a sua dor

Não adianta persuadi-lo
A encarar qualquer diversão
No recôndito de sua alma
Não sente nenhuma emoção
(O santo é maior do que o andor)
A rotina é pranto incontido,
Um coração entristecido
Exibe ao mundo a sua dor

O jardim florido é mero detalhe
A lua perdeu toda sua graça
Ele se volta para o silêncio
Foi-se a antiga pertinácia
O pôr-do-sol não tem mais cor
O céu ficou descolorido,
Um coração entristecido
Exibe ao mundo a sua dor

O tempo todo é só chorando
Não há mais traços da euforia
Até o sorriso o abandonou
Partindo c’a extinta alegria
Nada mais tem do velho ardor
Seu fogo está esmorecido,
Um coração entristecido
Exibe ao mundo a sua dor

sábado, 19 de janeiro de 2008

ASSIM É A VIDA? - Final

Quando o juiz deu a sentença
Na Lei, claro, embasado
Jonas quase se engasgou:
É que ele fora condenado
A pagar, de indenização,
Doze mil ao desgraçado

Como podia ser aquilo?
Zequinha, o ladrão, armado,
Apontando a baita peixeira
Quase o teria matado
Para tomar o seu dinheiro
E Jonas que era injustiçado?

Então, o assaltante entra
Na sacra casa do cidadão
Disposto mesmo a matar,
Até rasgar seu coração,
Depois, da vítima infeliz,
Tem direito a indenização?

Qual o fulcro do juiz
Para tal decisão tomar?
Se a Lei é pró assaltante
Vale a pena trabalhar?
Só o ladrão tem direitos
E o honesto vá se lascar?

Ultimamente tem sido assim:
O ladrão rouba e mata
Comete o crime que quer
Bem armado ele assalta
E ao ser preso, insidioso,
“Direitos humanos”, ressalta

Os defensores do axioma
Pressurosos o acodem
“Tadinhos” dos criminosos
Têm direitos, tudo podem.
As vidas perdidas no assalto,
Sem direitos, apenas morrem

Isso tudo Jonas pensava
Sombrio, decepcionado,
Cabia agora recorrer
Para os juízes togados
E o Tribunal decidiria
Se o certo estava errado

Esse caso ainda segue
Na Justiça em andamento
Agora os desembargadores
Farão novo julgamento
Talvez reparem a injustiça
Ou corroborem esse lamento
Eu escrevi este cordel
Com as lágrimas caindo
Mostrando minha tristeza
A pressão do sangue subindo
Expressando meu protesto
Enquanto o bandido está rindo
E pergunto a quem me lê:
Por que ao ser capturado
O ladrão é logo solto
Volta a roubar, o safado,
Mata sem ter piedade
E nem é pronunciado?
Por que os direitos humanos
São apenas p'ra quem mata
Está sempre fora da lei,
Comete estupra e assalta?
É isso que a sociedade
Nos dias de hoje retrata
Já o homem que é honesto
Não tem direito, coitado,
Se estapear um bandido
Vai logo preso, é condenado,
E os Direitos Humanos
Nunca atendem se chamado
Isso precisa mudar depressa
Que tamanha indignidade!
Modificaram os valores
Está vencendo a maldade:
O cidadão em casa trancado
E o meliante em liberdade
Eu expresso o meu protesto!
No cordel que ora termina
E conclamo aos congressistas:
Transformemos essa sina
Dando direito a quem merece
Eliminando o mal que germina

.......

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

ASSIM É A VIDA? - Parte III

Como realmente acontece
E disso temos ciência,
Zeca não esquentou a cela
Nem abalou a consciência
Mas após sair da prisão
Teve um surto de inocência

Pasmem, foi isso mesmo!
Fez todo um chorôrô
Ao procurar um advogado
Relatando que apanhou
De um bruto entroncado
Que por pouco não o matou

O causídico, muito esperto,
Das brechas da Lei sabendo
Procurou logo a Justiça
E foi rápido requerendo
Uma indenização completa
Para ir os bolsos enchendo

A imponente peça jurídica
Todos os trâmites seguiu
Até chegar ao Magistrado
Que um despacho proferiu
Mandando citar Jonas
Para se defender... ele sorriu

Foi a surpresa da citação
Que o fez apenas sorrir
Estranha estória aquela
De um ladrão após agir
Processar a sua vítima
Logo ao da prisão sair

Contudo já que assim era
Jonas procurou se defender
Também contratou advogado
Para revel não parecer
E a defesa foi preparada
Tudo para o juiz resolver

A vida tem dessas coisas
Capazes de nos estarrecer
Às vezes nem esperamos
Algo esquisito acontecer
E, de repente, eis que vem
Algo que faz o riso morrer

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

ASSIM É A VIDA? - Parte II

Ele pulou feito um cabrito
Do lugar onde estava
Segurando um guardanapo
A defesa começava
Mostraria ao desgraçado
Que a honra ali reinava


Com a reação inesperada
Zequinha se espantou
Fez gesto de ameaça
E a peixeira levantou
Mas como se feita de aço
Uma mão forte o segurou


Experiente na arte da luta
Torceu o braço do infeliz
Com o pano tomou a faca
Não matou porque não quis
Aplicou-lhe uma surra
E quase lhe quebra o nariz


Assustado e contorcido
O cabelo todo assanhado
Quase gritando de dor
Tendo o corpo machucado
Zequinha saiu correndo
Pra longe daquele danado

Bom, o assalto foi fiasco,
Mas nem tudo terminou
Pois ao bandido correr
Em sua cola Jonas ficou
E depois de agarrá-lo
De bom jeito o amarrou


Como decente cidadão
Para a polícia ele ligou
Contou todo acontecido
E o meliante entregou
Pensando em voltar a ter
A vida que sempre levou


Este cordel talvez findasse
Com o último verso acima
Mas a vida tem aspectos
Que mudam toda uma sina
E fazem desmoronar
Homens, mulheres e rima


Gilbamar de Oliveira

...continua

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

ASSIM É A VIDA? - Parte I

Dominado por forte emoção,
as mãos trêmulas ao escrever,
faço agora um triste relato
dum fatoque viacontecer
bem aqui no meu Estado
algo de completo estarrecer

Eu explico, não se avexe,
tenha calma, faz favor,
é que ainda estou atônito
o caso é de extremo horror
pois envolve defesa da honra,
família, bandido, Justiça e desamor

Jonas, vamos chamá-lo assim,
pacato e cumpridor do seu deveres,
não era chegado a badalações
;cuidava só da família e seus haveres
vivendo para o trabalho e a família,
homem dado a poucos lazeres

Honesto no seu comércio,
ganhando o suficiente para viver
de modo digno com seus amados
jamais poderia antever
que uma grande reviravolta
na vida iria acontecer

Nos fins de semana,
feliz,após trabalho estafante,
saía com a família a passear
nada impensado ou de rompante
ia para o sítio lá no campo,
enfim, tinha vida triunfante

Essas coisas assim tão simples
parecem causar inveja ao destino
Quando pensamos estar tudo calmo
eis que, súbito, vem um desatino
desses realmente inesperados,
a vida balança num fio tênue e fino

Ainda antes de prosseguir
narrando o fato impressionante,
preciso falar um pouco do oposto,
a pequenina nota dissonante
pivô do drama em andamento,
espécie, digamos, de ave rapinante

Refiro-me a Zequinha, só um nome,
sujeito vagabundo e arruaceiro,
daqueles que nada querem da vida
e fazem qualquer coisa por dinheiro,
um pária dentro da sociedade
briguento, mal e arruaceiro

A vida dele era perambular
por aí à toa pensativo,
procurando um jeito de ganhar
alguma grana mesmo inativo
pois nenhum trabalho ele queria,
nada fazia de bom ou construtivo

Esse safado do Zequinha
Num domingo, ao entardecer,
Meio cabreiro, mas, decidido,
Não tendo mais o que fazer
Resolveu tentar um lance
E muita gente iria sofrer

É que alguém da mesma laia
Sussurrou no seu ouvido
Um trampo muito fácil
P’ra tão esperto bandido
Coisa rápida e com grana
Ele seria bem servido

E Zequinha, cabra nojento,
Viu a grande oportunidade
De se sair bem no feito
Pois tinha capacidade
De resolver o tal lance
E encheu-se de vontade

Armou-se p’ra empreitada
Então..espere, ainda não,
Voltemos ao personagem
Homem bom de coração
Que se voltava à família
Cheio de amor e dedicação

Naquele fim de semana,
Como sempre Jonas fazia,
Foi com toda a família
Passar momentos de alegria
Lá no sítio que ele tinha
Sempre em boa companhia

No sábado foi tudo bem
A vida seguiu normal
Só risos e brincadeiras
O tempo passava banal
Café, almoço e jantar
O cotidiano, etecetera e tal

Mas no domingo, de súbito,
Bem na hora do almoço,
Algo estranho aconteceu
Causando grande alvoroço
Pois enquanto eles sorriam
Viram à janela um moço

Mas não era qualquer um
Tratava-se de... ainda não
Vou novamente voltar
Ao Zequinha, o furacão,
O sobrenome é p’ra rimar
Aumentando a emoção

O safado estava disposto
A completar a asneira
De modo que, no domingo,
Armado com a peixeira
Seguiu rumo ao local
Onde faria a besteira

Não ficava muito longe
O palco de sua intriga
Talvez meio quilômetro
Tempo só de uma cantiga
Iria mesmo andando
Ali pela vereda amiga


Foi uma caminhada leve
Enquanto ele ia pensando
Como se daria a trama
Já todo riso e se babando
Seria como roubar pirulito
De um bêbado delirando

Lá estava a bela casa
Cercada por um jardim
Quatro janelas, uma porta,
Nauseabundo odor de jasmim
Não viu gato nem cachorro
Daria tudo bem “certim”

Olhou bem os arredores,
Calculou cada detalhe
E pensou consigo mesmo:
“Faça a coisa e não falhe
Com rapidez e disposição
E que nada atrapalhe”

Uma janela estava aberta
E até lá se deslocou
Para “cubar” o ambiente
A cara feia detonou
Estava começando a festa
Todos na sala, ele enxergou

Foi Ângela quem deu o grito
- A filhinha tão amada -
“Pai, um homem na janela!”
Iniciava-se a parada
Zequinha saltou o parapeito
Com a faca já puxada

“Quero todo mundo quieto
É um assalto, passe a grana!”
Nervoso gritou Zequinha
Parecendo uma taturana
Que se esconde e dá o bote
Atrás da cajarana

Jonas, homem da paz,
Contudo não bobalhão,
Praticava judô e karatê
Sua arma era a mão
Lutaria pela família
E brigaria com o coração

...continua

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

MOTE: AS DROGAS SÃO O VENENO CRIADO POR SATANÁS


Infeliz de quem se droga
E aos poucos vai morrendo
Não sabe a idiotice
Que a si mesmo ta fazendo
É burro comendo feno
Deixe essa vida, rapaz!

As drogas são o veneno
Criado por satanás

Dando a falsa impressão
De abrir portas ao prazer
Esse demoníaco vício
Termina matando você
Porque vai lhe envolvendo
De maneira bem sagaz

As drogas são o veneno
Criado por satanás

Diga não àquele convite
Nas baladas ou festinhas
Que parece tão inocente
Mas tem o mal nas entrelinhas
E quem está oferecendo
Sabe a maldade que faz

As drogas são o veneno
Criado por satanás

Por favor não experimente
Não queira a primeira dose
Isso é o próprio inferno
Ainda que, a princípio, goze,
Veja o que está fazendo
Não entre nessa jamais

As drogas são o veneno
Criado por satanás

Eu fico a me perguntar
Assim, meio matutando,
O por quê de tantos jovens
Desse jeito se drogando
Já conhecem o mal que faz
Vão conscientes perecendo

As drogas são o veneno
Criado por satanás

Se todos nos unirmos
Contra o tráfico maldito
Palestrando nas escolas
Provocando muito agito
Alertando filhos e pais
Terminamos convencendo

As drogas são o veneno
Criado por satanás

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

GLOSA

MOTE: VI A MADRUGADA EM AGONIA
PARINDO UM BELO AMANHECER


Bocejava a lua sonolenta
Avistando o sol que despertava
Num ainda inocente raiar
Dele uma fraca luz emanava
À guisa de acordar o alvorecer
O último resquício noturno se ia
Vi a madrugada em agonia
Parindo um belo amanhecer


Pássaros alvoroçavam-se nos ninhos
Começando um concerto matinal
Beija-flores osculavam alegremente
Embelezando dos jardins o roseiral
Espalhando no ar o seu prazer
Sob o lânguido olhar da cotovia
Vi a madrugada em agonia
Parindo um belo amanhecer


Um frêmito de gozo percebi
No farfalhar das folhas ao vento
E no ciciar dos galhos entrelaçados
Perturbando o bacurau sonolento
Que se aninhava querendo adormecer
Mas o renovar da vida não entendia
Vi a madrugada em agonia
Parindo um belo amanhecer


O céu, antes escuro, agora azulava
As nuvens embranqueciam sua cor
A linha horizontal já se mostrava
As pradarias exalavam seu olor
Extasiado nesse doce embevecer
Ouvi o gado ao longe que mugia
Vi a madrugada em agonia
Parindo um belo amanhecer


Se fora a noite estrelada
Seu brilho agora arrefeceu
Há só resquício do seu esplendor
O ontem está nos braços de Morfeu
E o hoje começa a acontecer
No brotar a explosão do novo dia
Vi a madrugada em agonia
Parindo um belo amanhecer


No sertão, porém, já era manhã
Bem antes do sol se mostrar
A gente simples envolvida no labor
E a cidade muito longe de acordar
Mas quando começava a esmorecer
A noite que em pouco morria
Vi a madrugada em agonia
Parindo um belo amanhecer

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

MUNDO DOIDÃO - Final


Via-se obrigado a casar
Quem à virgem deflorava
Não importando sequer
Se o casal não se amava
Lavar a honra era o fino
Isso eu vi desde menino
Só a força é que mandava

Isso valia para todos
Ou casava ou morria
Não adiantava chorar
Quem escapava, fugia,
E se o sujeito se mandasse
Melhor que o mundo acabasse
Nunca mais ninguém o via

Ele que não mais voltasse
Ao lugar da sua desdita
Caso voltasse, já sabia,
Teria uma sina maldita
Poderia até ser morto
E viraria um anjo torto
Lavando a honra bendita

Claro que tamanho exagero
Não poderia perdurar
O diálogo é o caminho
Não vamos exagerar
Mas a coisa mudou demais
Por favor, me dê meus sais
Que o mundo vai acabar!

E tudo é culpa do homem
Que pecou por omissão
Ou porque quis errar mesmo
Seguindo conselho do cão
E assim transformou a vida
Que um dia foi querida
Nessa grande confusão

O que podemos esperar
De manhãs sem esperança
De gente sem ternura
Adultos que matam criança?
Os sonhos, onde estão?
Esquecemos o perdão
Só pensamos em vingança!

Desiludiu-se a humanidade
Num caos sem precedente
Vendo tudo pegar fogo
Na violência crescente
Parece que nada tem jeito
Ninguém mais morre no leito
Chorado por sua gente

Então, o que devemos fazer:
Deixar as coisas como estão
Sem levantar uma palha
E endurecer o coração
Pondo uma pá de areia
Em toda essa coisa feia
E aumentar a confusão?

Espere, não é bem assim,
Somos seres evolutivos
Ainda existem homens bons
Estudiosos e criativos
Agindo como altruístas
Como os poetas e artistas
Que nada têm de vingativos

Com eles podemos sonhar
E viajar nos devaneios
Fazer da vida uma festa
Não pegar o que é alheio
E da cor do que é bonito
Repintemos o maldito
Apagando os pontos feios

Trocando as cores da vida
Pintando um desenho novo
Enchendo a Terra de plantas
Alegrando o rosto do povo
Para colher só alegria
Tornando a existência sadia
Fazer do viver um renovo

Nesse mister, então,
Apenas o bem reinará
Sonharemos acordados
Vamos o amor replantar
No jardim nascerão flores
Semearemos amores
Nunca será preciso chorar

A não ser que o choro venha
Trazendo a felicidade
Como emissário da paz
Demonstrando idoneidade
Nos olhos de quem o derrama
Acendendo assim a chama

Que guia a humanidade

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

MUNDO DOIDÃO - V
Mas aquilo não foi nada
Comparado ao que senti
Ao perceber que um cego
Me assaltou e eu nem vi
E lá se foi ele correndo
Como se estivesse me vendo
Mas eu sem ver quase caí

Ainda tentei seguir o cego
Em meio ao trânsito louco
Mas ele saracoteava
E bufava feito um porco
De tanto atrás dele correr
Fiquei sem poder nem ver
Não ceguei por muito pouco

Foi muito pior quando ouvi
O galo lendo uma carta
A raposa arrotando doce
Numa mesa muito farta
E um pato cantando rouco
Num quá quá quá muito louco
Para uma platéia parca

Já o bode apaixonou-se
Pela rosa do vizinho
Ficou doido feito gente
Desiludido e sozinho
Embora tentasse ganhar,
De modo a nunca largar,
A mulher do seu Julhinho

De cabeça para baixo
Gira o mundo tresloucado
Jacaré virou mocinha
Pelo lobo apaixonado
Que só anda de trancinha
Balançando a cabecinha
Com um peixe enrabichado

Aquele vaqueiro doido
Laçou a lua com a cobra
Deu um grito no dragão
Agarrado em sua dobra
e de lá fugiu correndo
Vendo uma velha comendo
Um prato de gororoba

Ta tudo uma doideira só
Entre o cabrito e o gambá
Eles já nem se falam mais
Querem o leite derramar
Ambos detestam ouvir
Como se gritando a parir
O filho do outro cantar

A aranha carrega um trem
Debaixo de um braço só
E uma formiga sozinha
Faz centenas de pão-de-ló
Mas nenhuma se compara
Aos beijos da arara
Num elefante de paletó

E como era antigamente
Alguém pode se lembrar?
Foi há tanto tempo atrás
Já passou, não vai voltar,
Contudo, por ilustração,
Afora a desilusão,
Até que é bom recordar

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

MUNDO DOIDÃO - IV


São muitas armas engendradas
Para qualquer homem matar
Penso que mataram o amor
Só uns poucos querem amar
São raros os que se amam
Mundo afora todos clamam
São tantos querendo odiar

A natureza tem avisado
Que já não agüenta mais
O fim de suas florestas
A extinção de animais
As queimadas odientas
Tão desumanas e nojentas
Devastando os matagais

Porém o homem, impensado,
Deu um nó na natureza
Pôs suspensório em gato
Desencantou a beleza
Enterrou a curva dos rios
Perdeu todos os seus brios
E já de nada tem certeza

Então, seu olhar se anuviou
E tudo ficou enviesado
O que era branco ficou preto
Só vemos tudo trocado
Somos fantoches cantando
E como palhaços bailando
Num palco despedaçado

Vemos onça escrevendo
Cobra engolindo flores
Sapos comendo com garfo
Rã falando de amores
Já vi tanta coisa estranha
Até homens comendo aranha
Neste mundo de horrores

Sentado na beira da lua
Quando estava conversando
Com uma mulher muito linda
Vi certa vaca voando
Montada por um carneiro
Que ia alegre e faceiro
Bebendo café e cantando

A vaca planava altaneira
As patas da frente por asas
O focinho era turbina
E defecava sobre as casas
Vinte metros tinha o rabo
Grande era o descalabro
De estrelas virando brasas

Já o sabido do carneiro
Bebia café e jogava
As sobras pela cidade
Feito chuva ele molhava,
Com uma cara de safado
E bezerro desmamado,
Tudo por onde passava

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

MUNDO DOIDÃO - III


Veja só que descalabro
Ora está acontecendo
No mundo dito moderno
Tem minhoca se comendo
Papangu com mulher bela
Mosquito de sentinela
Homem novo esmorecendo

Achando que é de vanguarda
A donzela só quer ficar
Vai dormir com o namorado
E termina por emprenhar
Vai parir sozinha o filho,
Cujo pai é um bigurrilho,
Mas volta logo a namorar

Tem sapo virando príncipe
Assaltante sendo honesto
Eita coisa mais estranha
Porco rejeitando resto
Vejo aqui tanta coisa feia
Ladrões fora da cadeia
E ainda dizem que não presto

Aviões têm despencado
Matando um monte de gente
As mulheres andam nuas
Isso é bom, mas indecente,
O mundo está tão bagunçado
Que o povo, desesperado,
Está pra morrer de doente

Muitos jovens são drogados
Água mudou prá cachaça
Roubar agora é bonito
A virtude, onde se acha?
Defeito virou qualidade
O medo domina a cidade
Gaúcho detesta bombacha

Algumas só mijam de pé
Sem querer saber de homem
Aquelas de sapato grande
Quando vêem um cara somem
Porque gostam do aconchego
Indo em busca do xamego
Daquilo que os machos comem

Como esquecer de citar
A violência reinante
O povo inteiro com medo
De topar com assaltante
Que mata sem piedade
- Às vezes é menor de idade -
E não tem dó do semelhante?

domingo, 9 de dezembro de 2007

MUNDO DOIDÃO - II


É coisa surpreendente
Tanta mudança no mundo
Parece que o Universo
Virou um saco sem fundo
A continuar desse jeito
Quem não tiver defeito
Some num rio profundo

Vejam só o que acontece
Com a vida atualmente
Faz de conta que jogaram
Do absurdo a semente
Para deixar a existência
Ajoelhada em penitência
E primitiva novamente

É homem usando sunguinha
Exibindo a bunda feia
Espertinhos de binóculo
Olhando a mulher alheia
E só o trabalhador pobre
Que não tem sangue de nobre
Permanece na cadeia

Quer coisa mais enxerida
Do que campo de nudismo
Duas meninas se beijando
E pegando impaludismo?
Imagine que o político
Vendo seu povo raquítico
Se esmera no sadismo!

Mas não pense que é só isso
Está tudo de pernas pro ar
Eu já fico imaginando
Como a coisa vai acabar
Se não tem político honesto
E a todos eles eu detesto
Por que tenho que votar?

E homem usando brinco
Enfeitado com fitinha
Balançando a poupança
Coisa assim de mariquinha
Que arrebita a rabichola
Veste a linda camisola
Querendo ser mulherzinha?

Infelizmente existe, sim
Não é possível esconder
Dê uma olhada nas ruas
É coisa de enlouquecer
Um parafuso está solto
O universo anda revolto
A máquina vai se perder

sábado, 8 de dezembro de 2007

MUNDO DOIDÃO - I

O que está acontecendo
Com a nossa humanidade?
O amor não tem mais vez
Estamos na obscuridade
É verdade o que estou vendo:
Um bando de homem querendo
Ganhar feminilidade?

Fosse só isso era bom
Cada um sabe o que faz
Não tenho nada com isso
O ser humano é capaz
De tirar água de pedra
E gritar pro diabo arreda!
Seja ele moça ou rapaz

E desmunhecar é opção
Vivemos a democracia
Eu só como abacate,
Você gosta de melancia,
Aquele pratica logro,
Esse não gosta do sogro
Já outros detestam a tia


Desse modo, que assim seja
Cada um faz o que anela
Basta saber seus limites
E não sorrir se banguela
Porque se o sonho é viver
Você pode até dizer
Que uma macaca é bela

O problema é que o homem
Virou de cabeça para baixo
Tem feito muita besteira
Dorme dentro de um tacho
Vem queimando a floresta
Só faz coisa que não presta
E é doido por esculhacho

Quase tudo é poluído

Pelo homem desastrado
Que mata os nossos rios
O cabra da peste safado
Cujo único objetivo
Todo mundo sabe disso
É ficar endinheirado

Existe tanta “marmotage”
Neste mundão espinhoso
Desde a mula-sem-cabeça
Até chupa-cabra medroso
Um gato de duas patas
Recusando o amor das gatas
E andando todo jeitoso

Cavalo subindo escadas
Beija-flor amando porca
Macaco chupando prego
Pingo d’agua que entorta
Um arco-íris velho e fajuto
Pintando o céu todo de luto
A vida encontrada morta

Cachorros latindo fino
Ratinhos falando inglês
Misturando toda língua
E traduzindo japonês
Nada disso é impossível
Com uma rapidez incrível
Um burro fala holandês

quarta-feira, 21 de novembro de 2007



O AVISO DOS PÁSSAROS


O que nos dizem os pássaros
Quando cantam afinados
Ao raiar do novo dia
E parecem desesperados?
Estarão nos avisando
Que estamos todos errados?

Talvez dêem bom dia
Às árvores que despertam
E amanhecem elegantes,
Ou tristonhos nos alertam
Dos erros que cometemos
E a nós mesmos desconcertam?

E por que diriam isso
Se nós somos racionais?
Não são eles os selvagens
As aves e os animais?
Todos são apenas bichos,
Nós somos os maiorais!

Mas não parece bem assim
Se refletirmos direito
Pois nós é que destruímos
Matamos, temos defeito,
E além desses e outros erros
Temos muito preconceito

Nós queimamos as florestas
Desviamos cursos dos rios
Só pensando no progresso
Geralmente somos frios
Eles são inteligentes,
Nós somos homens vazios

Sujamos os oceanos
Matamos por bel prazer
O lugar onde habitamos
Está prestes a apodrecer
Se os pássaros nos acusam
Fizemos por merecer

Quando a chuva desce do céu
Para nos abastecer
Ao invés desse intuito
Cobre as ruas e faz sofrer
Ao povo atarantado
Que não sabe o que fazer

Só se vê gente correndo
Procurando um abrigo
Alguns morrem afogados
Quando fogem do perigo
E quando tudo termina
Os homens dizem “nem ligo”

E por que isso acontece?
Nós bem sabemos a razão:
É que o homem impensado
Enche de asfalto o chão
Impede o correr das águas
Causa grande poluição

Joga lixo nas nascentes
Põe a fauna em extinção
Mata bichos por prazer
Parece coisa do cão
É tipo menino danado
Que nunca aprende a lição

Tudo que há de errado
Com a linda natureza
É culpa do próprio homem
Que destrói sua beleza
E esteriliza a terra
Usando sua destreza

O resultado disso tudo,
Bem sabemos, é visível,
O caos reina absoluto
Numa bagunça incrível
A vida vai se tornando
Uma jornada terrível

Começamos por extinguir
Um monte de animais
Muitas das espécies
Já não existem mais
Algumas ainda vivas
Já apagam seus sinais

Derrubamos nossas matas
Que nos dão oxigênio
Se continuar assim
Não haverá mais milênio
E acontecerá a extinção
Do homem, esse “gênio”

Se o trinado dessas aves
Nos faz o sério alerta
Vamos abrir o coração
Deixando a porta aberta
É hora de repensar a vida
Vamos fazer a coisa certa


Gilbamar de Oliveira


::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::


TU TI TU TU TU TU

Na sua recente visita aos Estados Unidos, Lula e sua espôsa hospedaram-se num luxuoso hotel. Por volta de cinco da tarde, o Presidente pega o telefone, chama o serviço de quarto e diz: - " TU TI TU TU TU TU "A recepcionista não compreende o que quer dizer e, achando que se tratava de uma mensagem cifrada, avisa, imediatamente, ao FBI. Ràpidamente, apresentam-se dois agentes do FBI e, após duas horas de observação e estudos, não conseguem decifrar a mensagem. Decidem, então, chamar a CIA. Os serviços secretos mandam mais dois agentes, agora da NSI, ao hotel e, começam a investigar e a tentar decifrar a mensagem, mas sem qualquer resultado.Entretanto, Lula, volta a telefonar para a recepcionista. Agentes do FBI, da CIA e da NSI ouvem a mensagem:- " TU TI TU TU TU TU "Desesperados, os agentes resolvem chamar o tradutor oficial da língua portuguêsa. Um caça supersônico do Pentágono pousa, instantes depois, no Aeroporto Kennedy, e o respectivo tradutor oficial é conduzido, sem mais delongas, ao hotel.Chegando ao hotel e pôsto a par da situação, o tradutor se disfarça de criado, vai aos aposentos de Lula e descobre o mistério. O presidente brasileiro, simplesmente, queria dizer:- "Two tea to 222" - tradução - ( Dois chás para o 222 ) !!!

:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::


Em razão de viagem para tratamento de saúde, este blog voltará a ser atualizado somente a partir do dia 05/12/07, se Deus quiser. A música HEAVEN, com Brayan Adams, será acionada cada vez que o blog for acessado. Como tenho algumas no repertório, embora não sejam muitas melodias, a exemplo de Ghost, Endless Love, No Woman no Cry, entre outras, até o final do dia de hoje o visitante, via comentário, tem condições de pedir que uma nova música seja adicionada para tocar até minha volta. Ou, então, poderá sugerir que o blog fique em silêncio. Estejam todos bem à vontade. Em havendo condições favoráveis para tanto durante o intervalo, evidentemente, procurarei por em dia este espaço. Peço a compreensão dos amigos visitantes. Quero aproveitar para encher os olhos de vocês com as imagens do por do sol captadas ontem, dia 20/11/07. Desta feita, não deixei escapar a oportunidade e, conquanto emocionado quase às lágrimas, gravei as mais belas imagens jamais vistas. Ei-las:













Todas as fotos acima são de autoria de Gilbamar de Oliveira

terça-feira, 13 de novembro de 2007

MOTE: Queriam legalizar
A tal da prostituição


É não ter o que pensar
E não ter o que fazer
O povo na pindaíba
Sofrendo sem merecer
E eles querendo ação
Vejam o que foram inventar
Queriam legalizar
A tal da prostituição

Alguns representantes
Do povo brasileiro
No Congresso Nacional
São mesmo uns ronceiros
Olhem só a proposição
Que foram apresentar:
Queriam legalizar
A tal da prostituição

Com tanto assunto sério
Para ser tratado lá
O País espera deles
Idéias para melhorar
Sua parca condição
Mas essa deles é de lascar
Queriam legalizar
A tal da prostituição

O que será que eles pensam
Do coitado do eleitor?
Nos tomam por idiotas
Aguardando seu favor?
Não façam mais isso não
Acho bom se reciclar
Queriam legalizar
A tal da prostituição

Prostituição ocorre
Por um motivo qualquer
Que faz do ser humano
Um miserável sem fé
Desprovido de ilusão
Mas não tema para votar
Queriam legalizar
A tal da prostituição

Senhores deputados
Temos tantos problemas
Perturbando nosso País
Procurem outros temas
Que sirvam para a Nação
Algo sério a registrar
Queriam legalizar
A tal da prostituição
...............................................................................................................................................................
POETROVAS
Quem tem racismo é doente
de um câncer terminal
porque lança a semente
de um ódio universal
Quando uma mulher sorri
espalha no ar um perfume
que faz a poluição fugir
e deixa o mar com ciúme
Jamais esqueça o sorriso
se falta paz de repente
pois até no paraíso
teve o fel da serpente

domingo, 11 de novembro de 2007


MOTE: AS DROGAS SÃO O VENENO
CRIADO POR SATANÁS

Infeliz de quem se droga
e aos poucos vai morrendo
não sabe a idiotice
que a si mesmo tá fazendo,
é burro comendo feno.
Deixe essa vida, rapaz!
As drogas são o veneno
criado por satanás

Eu fico a me perguntar
assim, meio matutando,
o por quê de tantos jovens
desse jeito se drogando
se conhecem o mal que faz
e sabem que estão morrendo
As drogas são o veneno
criado por satanás
****************************************************
T R O V A
Me diga quem não erra
me diga se faz o favor,
quem não sobe uma serra
em busca do seu amor?
Gilbamar de Oliveira

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

MOTE: A saudade dói devagar
Num coração apaixonado


Não é dor que se descreva
Sentir falta de alguém
Mais parece um pesadelo
Ficar longe e querer bem
É um viver amargurado
De nunca a tristeza acabar
A saudade dói devagar
Num coração apaixonado


As lembranças vão chegando
Mas só machuca recordar
É ir abrindo feridas
Que faz a falta aumentar
E o que era um céu encantado
Torna-se um triste pensar
A saudade dói devagar
Num coração apaixonado


Quem ama e está distante
É como se não vivesse
E no tempo que vai passando
A cada dia ele morresse
Seu presente é o passado
Do qual ele vive a lembrar
A saudade dói devagar
Num coração apaixonado


E não adianta tentar
Esquecer essa lembrança
Que vai alimentando
Ainda mais a esperança
De ter sempre ao seu lado
O alvo do seu esperar
A saudade dói devagar
Num coração apaixonado

As horas nunca terminam
Os dias andam devagar
Tudo se mostra parado
O tempo só falta não passar
Viver é um fardo pesado
Para quem vive a chorar
A saudade dói devagar
Num coração apaixonado


Nesse viver relembrando
É visível o sofrimento
No rosto que nada vê
Além do próprio tormento
E o coração desolado
Num ritmo de assustar
A saudade dói devagar
Num coração apaixonado
Gilbamar de Oliveira