sábado, 1 de setembro de 2007

"...Como nenhuma das autoridades relatadas teve a coragem de vir a público e anunciar que O CADERNO que abriga o maravilhoso poeta Caio César Muniz e sua RECITANDA, o inesquecível, incomparável e saudoso jornalista conterrâneo Dorian Jorge Freire com seus textos inéditos, a História mossoroense sempre viva nas palavras lindas de Geraldo Maia, as variedade na moda com Patrícia Silva, a tecnologia de Argolante Lopes, os belos artigos de Gilbamar de Oliveira e ESTE chato que ora lhes dirige a palavra, MUDOU DE NOME." Texto do Capitão Caverna no Caderno UNIVERSO, suplemento do jornal O Mossoroense, em 01/04/07.

"06 – O escritor Gilbamar de Oliveira, ex-funcionário do Banco do Brasil de Mossoró e colaborador do jornal O Mossoroense, administra um primoroso blog de poesias e crônicas. Boa pedida para o fim-de-semana." Tio Colorau http://erasmojur.blog.uol.com.br/ - 31/8/07


Obrigado aos amigos que se referem aos meus despretensiosos textos com tanta gentileza.

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

SALVE 31 DE AGOSTO!!!!


Hoje é um dia muito especial para mim, único, próprio, sui gêneris. Nem sei como ele começou depois desses anos todos. É que as lembranças vão ficando para trás igual a uma charrete quebrada e, sói acontecer isso, vamos deixando nos velhos arquivos as recordações empoeiradas, as fotos desbotadas, e o tempo segue seu curso lentamente e quase esquecendo visões e sonhos. Então o passado parece se esvair à guisa da chuva caindo em solo crestado pela inclemência solar e desaparece numa rapidez estonteante. As coisas e os fatos se acumulam em nossa mente e nos fazem misturar tudo, os sonhos e as ilusões evaporaram, desapareceram, se foram. Resta, assim, o futuro. Porque o hoje acontece tão rapidamente, de modo tão corriqueiro e sutil que não percebemos os pequenos detalhes, as circunstâncias. Nossos olhos vêem o turbilhão em pleno êxtase todavia somente uns traços são conservados na memória. Talvez como uma onda, o viver vai e volta, vai e volta, vai e volta...eternamente. Nós vamos, nossos filhos voltam, estes vão e nossos netos voltam, formando um ciclo interminável, incansável. Nesse diapasão meio difuso, qual a razão coerente desse breve texto? Ah, dêem importância não! É que hoje é o meu aniversário, sabem...é, o tempo é mesmo sádico, ninguém escapa dele. Bem, pelo menos para mim: SALVE O DIA 31 DE AGOSTO!!!!!!!!

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

POESIA

SER HOMEM
Gilbamar de Oliveira

Ser homem não é apenas exibir um olhar carrancudo
não é trincar os dentes num rosto frio e taciturno
mostrando os punhos cerrados e desafiando tudo
para que não descubram a criança sob o ar casmurro

Também não é conter sentimentos num ar de seriedade
nem se achar valentão e espantar todo mundo
quando, no recôndito d’alma, deseja chorar de saudade
porque tristemente perdeu o seu amor mais profundo

Não é só tórax musculoso e bíceps de aço, o homem,
ou jeito de machão que não tem medo de ninguém
nem o exibicionismo pueril do malhado abdome -
não se mede o homem pelos músculos que ele tem

Ser homem é só e simplesmente fazer-se humano,
é ter sensibilidade para não esconder a emoção
e mesmo em qualquer instante, ainda que insano,
escutar abertamente a voz que vem do coração

É saber pedir perdão com humildade, o ser homem,
reconhecer que errou porque a falha é bem gente
e entender que no ir e vir do tempo os erros somem
no perdoar, ser perdoado e sentir o que o outro sente

Foto: Gilbamar de Oliveira

* Autobusca
Gilbamar de Oliveira

Quanto mais me busco
no mais recôndito de mim,
só consigo vislumbrar,
malgrado todo esforço,
ainda que eu seja assim,
contornos de linhas tortas.

É que nasci com a testa
voltada para o sol, os olhos
semicerrados, a boca
entreaberta, e os traços
de minhas mãos não
passavam de linhas mortas

Nem sei se sou poeta,
se brado o canto de
amor, se ando a esmo
e sem meta, se intento
desfazer o nó dessa
amarga e imensa dor

Decerto me fiz trovador
cantando vãs ilusões
e vi no brilho dos olhos
de muitos não só o
pavor, mas a extensão
desses enormes senões


Obs.: o poema acima ganhou menção honrosa no Concurso de Poesias da Fundação José Augusto, em 2006.

MENÇÃO HONROSA

O Conto A TERNURA DO AMOR, com o qual concorri no Concurso de Contos do SEEB, ganhou menção honrosa, em 28/8/07.

*TSUNAMIS

Gilbamar de Oliveira

Talvez o oceano dance
a valsa com suas tsunamis
e varra, súbito, os pretensos
donos da terra para debaixo
do tapete do esquecimento,
para as sombras, para as águas.
A morte captura homens
molhados.
Morrer no mar não é doce,
é salgado.


*Obs.: o poema acima ganhou menção honrosa no Concurso de Poesias da Fundação José Augusto, em 2006.