sábado, 15 de março de 2008

OS CINCO SENTIDOS DO HOMEM

Ao ser por Deus criado
No barro de que foi feito
Sentidos lhe foram dados
E o homem ficou perfeito(?)

Foram cinco concedidos
E mais não foi necessário
Para que mais sentidos,
Não seria temerário?

Dessas bênçãos, a primeira,
Para não haver confusão
E ouvir bem a vida inteira,
Deu o nome de AUDIÇÃO

E para sentir os odores
Do mundo e seus distratos,
Em especial das flores,
Abençoou-o com’o OLFATO

A percepção dos sabores
Sim, não poderia faltar
Junto com outros sensores
Foi bem vindo o PALADAR


Um sentido especial
Tão bom quanto o palato
É a sensibilidade total
Dada ao homem com o TATO

Mas a VISÃO, com certeza,
Entre as bênçãos do Criador
Foi para ver a beleza
Do mundo que ELE criou

sexta-feira, 14 de março de 2008

QUADRINHAS DOS BICHOS

O GALO

O galo que canta ao amanhecer
e cisca fagueiro atrás da galinha
é o mesmo que logo vai morrer
ensangüentado na areia da rinha


O ZANGÃO

Nos braços reais ele goza e perece
partido ao meio, espalhado no chão
é pouco o momento que o enternece
eis a breve história do pobre zangão


A MARIPOSA

E a mariposa, encantada com a luz,
já nasce buscando aparecer
é o interesse no brilho que a conduz
sendo isso mesmo que a faz morrer


A MOSCA

A mosca, bicho de aspecto nojento
de tantas enfermidades transmissor,
tem ínfimo viver, um reles momento
e 24 horas para morrer sem dor

quarta-feira, 12 de março de 2008

COVARDES, COVARDES!

Eu rasgo meu coração

com os olhos marejados

dedilhando o violão

com uns tons desafinados

*

É triste a canção que toco,

sinto o olhar distraído

quando o vento vem eu soco

calado, enfurecido.

*

Permitam-me explicar

por que razão eu choro

se fico o violão a tocar;

calma, conto, não demoro

*

Vou começar do começo

como o matuto dizia,

mas se lembro estremeço

ah, quanta covardia!

*

Não se avexe, eu digo

e vou relatar agora

se não quer saber não ligo.

Espere, não vá embora!

*

Pois bem, eu vou começar

A contar uma história

Dessas de arrepiar

Ta aqui na memória

*

Havia um sujeito rico

dono de grande plantação

com manga, banana e trigo

ao redor de sua mansão

*

Cioso desse seu bem

mandou cercar o casarão

e não queria que ninguém

passasse por seu portão

*

As plantas do seu pomar

haviam frutificado

mas cadê alguém olhar?

só se fosse autorizado

*

Só que algumas crianças,

travessas em seu viver,

sonharam a esperança

daquela mansão conhecer

*

Moravam na vizinhança

e a mansão os encantava

daí a grande ânsia

de ver se nela entrava

*

E o único jeito que viram

foi o muro escalando

mas eles nem sentiram:

alguém estava olhando

*

O alvo dos pequeninos

era a manga, doce fruto

a delícia dos meninos,

jamais causa de luto

*

Eram três os sapequinhas

que correram apressados

à procura das frutinhas

logo no solo chegados

*

Súbito, um tiro troou

enquanto eles corriam

e a bala certeira chegou

ao alvo e todos caíam

*

Foi Joãzinho o baleado,

um tiro no coração

que o deixou estatelado

perto da manga no chão

*

Eu não quero continuar

esse caso me dá zanga;

como pode alguém matar

por causa de uma manga?

segunda-feira, 10 de março de 2008

PRECONCEITO

Tem gente que, sendo rica,

Acha que tudo pode

E, muitas vezes, afirma

Ser da cidade o bode

Fala o que bem quer

E nem a poeira sacode

*

Pois não é que cara assim

Pensa que é maioral

Humilha quem é pequeno

É o manda-chuva local

E escolhe até Rei Momo

Na época do carnaval

*

É cheio de preconceitos

Só olha com indiferença

Sempre de cima p’ra baixo

Por ser rico de nascença

Seu carro é novo, do ano,

Gosta muito de aparência

*

Conheci um dessa espécie

Sujeito tolo e arrogante

Mauricinho do papai

Orgulhoso e petulante

E o infeliz protagonizou

Um caso bem interessante

*

De certa feita, num banco,

Onde seu dinheiro estava

Ele entrou todo apressado

Mas a fila não andava

E com a maior cara de pau

Tentou se a fila furava

*

Passou na frente de todos

Para ser logo atendido

Deixando pasmo e surpreso

Aquele povo reunido

E lograria seu intento

Se não fosse impedido

*

Uma senhora muito calma

Ali à espera também,

Disse que ele não podia

Passar à frente de ninguém

Era questão de direito,

Da democracia um bem

*

Do alto de seu orgulho,

Ele deu uma risadinha

Falando preconceituoso:

“Quem é você, negrinha,

P’ra me falar desse jeito?

Procure sua turminha!”

*

A mulher o olhou, séria,

Na emoção abalada

Dizendo:”você tá preso

Porque eu fui insultada

Vai agora p’ra cadeia

Pois eu sou um delegada”

*

“Você usou de preconceito

E vai pagar caro por isso

É preso inafiançável

Por causa do seu cinismo,

Sai daqui algemado

Pelo crime de racismo”

*

Veja só o que ele queria,

Esse racista infeliz

Falou palavras de insulto

Disse tudo que bem quis

E achou o chapéu da viagem

Quando arrebitou o nariz

*

O ricaço atrevido gemeu

Frases buscou gaguejar

Para limpar sua barra,

O tremendo fora ajeitar

Mas de nada adiantou

Pelo insulto ia pagar

*

À vista do povo sorrindo

Saiu todo humilhado

Com seu rosto contorcido

Mãos atrás, algemado,

Agora, pense num ricaço,

Vendo o sol nascer quadrado!

*

“Eu sou filho de fulano,

Ninguém pode me prender,

Quando meu pai souber

Você vai se arrepender!”

Ele ainda balbuciou

Tentando surpreender

*

Mas foi apenas balela

Tem gente que não aprende

E mesmo estando errada

Grita e não se arrepende

Achando que é influente

Mas para a Lei independe

*

Uma viatura lá fora

Às ordens da delegada

Levou o preconceituoso

Para uma cela quadrada

E nem seu paizinho rico

Adiantou mesmo de nada

*

Que isso sirva de lição

Para os tolos prepotentes

Racistas e fora-da-Lei,

Uns estúpidos doentes,

Que devem ir p’ra cadeia,

Os danados insolentes!

sábado, 8 de março de 2008


SALVE O DIA INTERNACIONAL DA MULHER!





Inteligente e tão forte
é executiva e faz balé,
conhece bem o seu Norte
presto homenagem à mulher

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As palavras não são suficientes para definir e destacar a importância da mulher no contexto da sociedade, porque ela está muito além das meras definições; por isso, mudo de encanto e respeito, apenas curvo-me à ela como em reverência a uma RAINHA!

terça-feira, 4 de março de 2008

A SUAVE BRISA - Poesia rondel

A suave brisa afaga, apaixonada,
os lindos cabelos da bela Maria
e, terna, atônita, meio encantada
espalha-se sobre o verde da pradaria

Flutuando um tanto assim, baratinada,
decerto solitária, buscando companhia,
a suave brisa afaga, apaixonada,
os lindos cabelos da bela Maria

E vai seguindo, perplexa, o seu caminho
revolvendo as madeixas das mulheres,
numa triste jornada do eu-sozinho
desfolhando pétalas de bem-me-queres
A suave brisa afaga, apaixonada...


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Recebi o e-mail abaixo transcrito do amigo historiador Kidelmyr. Assunto deveras relevante, é importante que seja conhecido por todos a fim de que estejamos atentos às tentativas de proliferação de vírus enviados por meliantes e irresponsáveis:


"LEIA AGORA MESMO E PASSE PARA
TODO MUNDO QUE VOCÊ CONHECE


Alguém está mandando por aí um
e-mail com uns sapatinhos
vermelhos dançando: é uma música
bem alegre.


No e-mail são oferecidas mais de
mil músicas. Não baixe nada. É o
vírus Kleneu66!!!


Se você abrir o arquivo, em DUAS
HORAS seu HD estará limpo e
completamente destruído.


MUITO CUIDADO !!! Não faça download
deste arquivo em nenhuma
circunstância.


Este vírus entrou em circulação
ontem e segundo a UOL , NÃO há
anti-vírus disponível ainda
contra Kleneu66.


Por favor, passe essa mensagem
para todas as pessoas de sua
lista de e-mails."