domingo, 13 de abril de 2008

NÃO DEIXE DE LER, É URGENTE!!!!!!!

DENGUE TEM CURA?

O texto abaixo não é de minha autoria, recebi-o de uma amiga residente em Belo Horizonte. Por uma questão de humanidade e para que chegue ao conhecimento de todos os interessados, inclusive médicos, pesquisadores de plantas medicinais e outros, e também porque talvez o conteúdo seja verdadeiro, o que somente os especialistas poderão garantir, pelo licença aos recantistas para publicá-lo e recomendando sua leitura atenta, passando-o, se for o caso, para médicos e agentes de saúde do Brasil. O assunto é relevante, embora eu não possa assegurar que a mensagem abaixo contida seja realmente baseada em pesquisa científica. Contudo, como fala sobre planta certamente pode ter um fundo de verdade. ATENÇÃO!!!!!!! NINGUÉM DEVE TOMAR O CHÁ DA ERVA ABAIXO CITADA SEM ANTES CONSULTAR UM MÉDICO, MORMENTE SE ELE FOR NATURALISTA, PORQUE ELE DIRÁ SE É VERDADEIRO O ASSUNTO. É IMPORTANTE ESSA PRECAUÇÃO. Pesquisei no google e encontrei alguns sites falando a respeito da mesma planta, como o http://forum.outerspace.com.br/showthread.php?t=77044. Inclusive, descobri que o texto abaixo está contido no site http://www2.eunaotenhonome.com.br/454578/noticia/montanoticia?tv_ntc_id=10371 A razão de colocar o texto em meu blog foi o desejo de ajudar, de algum modo, ainda que virtualmente, às pessoas acometidas dessa epidemia grassante em vários lugares do nosso País. Vamos ao texto, e que os entendidos no assunto se manifestem:
"DENGUE TEM CURA
A expansão da dengue interessa aos laboratórios que vendem milhares de frascos de remédios inócuos por dia. Os governos municipais recebem verbas vultosas para combater essa doença, mas preferem aplicá-las em outras atividades (por que será ???). Todo esse desleixo tem contribuido para o surgimento de novos tipos de Dengue, sempre mais resistentes e mais letais. No Rio de Janeiro, os casos registrados oficialmente aumentaram mais de 100% em relação a 2007. Médicos alopatas prescrevem receitas com Tylenol enquanto falam aos pacientes que não existe cura para a doença, o que não é verdade. O cravo amarelo, conhecido popularmente como cravo de defunto, é baratíssimo e ecologicamente correto. Possui tons variados chegando ao laranja e suas folhas tem um cheiro inconfundível, que espanta o mosquito da Dengue. O chá não tem cheiro nem gosto e os sintomas da doença (febre e dor) desaparecem em duas a três horas, normalmente.Ajude a divulgar a cura da dengue pela medicina naturista. O nome cientifico do cravo amarelo é targetes erectus linn, que possui princípio antiviral eficaz contra o flaviviridae (vírus da dengue). Em muitas cidades é possível encontrar essa planta em floriculturas, praças, canteiros de avenidas e jardins. Também é comum encontrarmos nos quintais de casas da periferia. Em lojas especializadas, pode-se comprar sementes para plantar. Com o chá, em curto espaço de tempo, o dengoso não terá mais febre, dores em todo corpo, ânsia de vômito, etc., e não transmitirá o vírus para outras pessoas.Em minha cidade, conheço um médico alopata que tomou o chá e se curou, passando a recomendar a seus pacientes, embora, continue a prescrever a medicação convencional do paracetamol, que não cura. O chá cura mesmo!!! O chá pode ser tomado puro ou adoçado. O paracetamol pode ser tomado juntamente com o chá para aliviar a febre e as dores, imediatamente. Há registro de uma mulher grávida que não tomou o chá e perdeu o bebê. Outro caso, a mulher grávida contraiu dengue, sua médica autorizou-a a usar o chá. Ela se livrou da dengue e toda gravidez transcorreu normalmente.CRAVODEDEFUNTONomecientífico: TagetespatulaL. Família:Asteraceae.Sinônimos botânicos: Tagetes elongata Willd., Tagetes ernstii H. Rob. & Nicolson,Tagetes heterocarpha Rydb., Tagetes major Gaertn., Tagetes remotiflora Kunze, Tagetes erecta L., Tagetes corymbosa Sweet, Tagetestes nuifolia Millsp.Outros nomes populares: botões-de-solteirã o, cravo, cravo-francês, rosa-da-índia, tagetes etagetes-anão. French marigold (inglês), clavel de indias (espanhol), marigold (francês), tagete(italiano) .Constituintes químicos: carotenóides, cineol, linalol, carvona, ocimeno, dextra-limoneno, fenol, anetol, eugenol, quercetagetina. Propriedades medicinais: analgésica, aperitiva, antiespasmódica, anti-reumática, antitussígena, imunoestimulante, laxativa, peitoral, pesticida natural, purgativa, sudorífera, vermífuga. Indicações: acne, aliviar problemas pancreáticos e de ouvido, angina, aumentar a resistência imunológica, autismo, bronquite, cólicas uterinas, crianças com deficiência mental, espantar insetos (pulgões, formigas, pernilongos) , espasmo, furúnculo, dores reumáticas, melhorar o apetite, prisão de ventre, problemas de aprendizagem, resfriado, reumatismo, sudorífico, tosse, vermes e DENGUE.Obs.: usado como floral: em choques emocionais, traumas, mágoas, debilidades sensoriais.Parteutilizada: folhas,flores.Contra-indicaçõ es/cuidados: não há registro.Efeitos colaterais: não há registro.Modo de usar para dengue: faça um chá, fervendo durante dois minutos cerca de 20 galhos em meio litro d'água. Tome morno, um copo pequeno (não tem gosto algum), a cada hora."

segunda-feira, 7 de abril de 2008

SEM QUALQUER TEMOR

Doravante não me quedarei ante o espanto
E não revelarei os meus segredos,
Os tantos transpostos para o recôndito
E expostos outrora pelos inúmeros medos

Destarte, ousado, afirmo: não me calarei
Enquanto entre os homens houver injustiças
E, mesmo que me desencante com o que já sei,
Não permitirei que me amordacem as críticas

Serei como os bambus que, com o vento, se dobram
Mas não cedem ao temor e nem se quebram,
Por mais que urre o vendaval nas pradarias
Resistirei firme sem qualquer receio das sangrias

E embora me magoem profundo afiados facões,
Rasgando-me a carne e rompendo-me os tendões,
Resistirei com estoicismo e tenaz firmeza
Pois para mim a esperança é a única certeza

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CHORA APENAS TEUS DESEJOS

Equivocas-te ao chorar por mim
Pára esse pranto, não mereço tuas
lágrimas não passo de vaso ruim
Que não quebra mesmo em chamas

Que não se abala com tuas queixas
E desvia o olhar, indiferente;
Se, a voz embargada, me acusas
Conciliadora - só te ouve e nada sente

Que teu marejar seja corolário de
Teus anelos,nunca tola saudade
De quem te amar nunca soube
Procura alguém que te ame de verdade

Chora, mas chora apenas teus desejos
Não por mim nem por meus beijos
Guarda tuas lágrimas, me esquece
Abafa esse sentimento, arrefece

sexta-feira, 4 de abril de 2008

COISAS DO TEMPO - II

É evidente que eu estava ansioso e quase a correr enquanto me dirigia para o local das provas, mas havia em meu íntimo aquela gostosa sensação de uma porta da esperança se abrindo e me dando passagem e isso transmitia ânimo e tranqüilidade ao meu espírito. As fórmulas, os cálculos, as regras, os conceitos e as definições estudados ao longo do tempo de preparação para aquele momento dançavam-me na mente. Eu dizia para mim mesmo que estava realmente em condições de lograr êxito naquela empreitada. As matérias exigidas para o concurso tamborilavam o meu cérebro com tanto frescor e tamanha certeza que o meu coração, embora arrítmico por causa do frenesi circunstancial, viajava em águas remansosas, sentia-se estranhamente bem. Nenhuma pretensão havia, posso afirmar, mas algo dentro de mim parecia dizer-me para relaxar e procurar fazer o melhor que eu pudesse, tudo naquele momento dependia da vontade de Deus. O que havia para estudar eu já vira, se algo precisava aprender eu tentei. Era uma grande chance e a sorte estava lançada.O Colégio Diocesano Santa Luzia me pareceu imponente, grandioso, caro, o tipo de espaço ao qual eu não estava habituado. Por isso, quase perdido foi como me senti quando lá cheguei. O ruge-ruge de candidatos, fiscais e curiosos embolava o meio de campo e a impressão que ficava era de ter entrado numa briga silenciosa onde todos queriam vencer a todo custo. Tartamudo, meio tímido, todo engomado e cheirando a loção, via as pessoas circulando para lá e para cá, conversando, falando alto uns, sussurrando outros, sem saber por onde começar a indagar onde seria a sala para na qual eu faria as provas. Queria dirigir-me a um, mas ele me olhava aborrecido então eu refreava o impulso e recalcava a questão, procurava falar com outro, mas não encontrava guarita aos meus apelos visuais, e qual bicho do mato desconcertado rodava de um canto a outro procurando a quem perguntar ou a ver se encontrava pelas paredes do colégio alguma relação onde constasse meu nome e o número da sala. Finalmente vi meu nome numa das diversas relações estampadas nas várias paredes espalhadas no prédio vetusto, tratando agora de procurar a sala 35 onde ficaria. Lá estava ela, já um tanto comprimida pela quantidade de candidatos sentados à espera. Cumprimentei a todos e entrei procurando onde alojar-me para a longa jornada de testes. Coloquei sobre a carteira o lápis, a borracha e a caneta que trouxera e, agora mais seguro de minha posição, olhei a classe em que me puseram pensando quantos filhos e filhas de pais com boas condições financeiras já tinham estudado naquele mesmo lugar, onde os professores ganhavam bem e não falavam às aulas e de onde saíram para as faculdades e para a cidadania homens e mulheres para os cargos importantes de Mossoró e alhures. Eram exatamente 07h:30m quando entraram na sala os fiscais do banco(três) carregando as provas lacradas. Imediatamente o converseiro parou e fez-se silêncio. Eles colocaram os pacotes de provas sobre a mesa do professor, deram bom dia e deram algumas explicações e regras sobre a lisura do concurso e o que exigiam de todos na sala quanto ao comportamento após o início do certame. Chamou aleatoriamente três candidatos e mostrou-lhes o lacre em todos os pacotes. Feito isso, sob o silêncio sepulcral da turma, olharam o relógio, fecharam a porta da sala, preencheram mapas e esperaram o exato e britânico momento de começar a batalha.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

COISAS DO TEMPO - I

Quando fiz o concurso a nível nacional do Banco do Brasil, em 1970, éramos os da minha geração uma turma de sonhadores querendo vencer na vida, desejando conquistar um porvir brilhante. Interiorano, lá das inconfundíveis paragens mossoroenses, onde os jornais do sul chegavam com alguns dias de atraso(tinha ânsias de conhecer e ler todas as páginas dos jornais Folha de São Paulo e o Globo, mas para conseguir esses jornais havia que alguém ir a Fortaleza, no Ceará ou outros centros mais adiantados) e cujo mercado de trabalho à época nos fazia desejar fugir para outras plagas mais desenvolvidas com o fito de conseguir melhor fatia da renda nacional, a notícia do concurso no deixou fervilhando de alegria. Eu estudava o último período do primeiro grau, o que chamávamos, então, de científico, à noite no Colégio Estadual e trabalhava com um tio meu numa lojinha de confecções e móveis instalada no centro da cidade. Bem antes de começarem as inscrições no concurso, os mais abastados se matricularam imediatamente em cursinhos visando preparar-se com antecipação, e eu, sem condições nem tempo para tanto, procurava estudar as matérias do certame quando voltava das aulas lá pelas dez da noite ou nos seus intervalos. Sentia especial dificuldade com relação à matemática, mormente quando o assunto eram as taxas de juros, juros simples e compostos entre outras complexidades da matéria. A juventude desse tempo de outrora, naquele transe novidadesco quase hiponótico porque passávamos quando tivemos conhecimento do concurso só falava a respeito do tema Banco do Brasil e a maioria estudava com afinco, trocava idéia sobre os estudos, reunia-se para debater detalhes da gramática, enveredava pelos assuntos do conhecimento geral e discutia entre si os intrincados segredos dos cálculos matemáticos. Todos nós queríamos ser aprovados, é lógico, e sonhávamos com isso diariamente.
Embora trabalhasse duro o dia inteiro, o parco salário que recebia na lojinha mal dava para sustentar meus pequenos sonhos. Como a inscrição no concurso exigia o pagamento de uma taxa, e no exato dia em que começou a corrida ao banco com essa finalidade eu estava desprevenido de recursos, meu cunhado veio em meu socorro e forneceu-me o valor necessário para o objetivo: Cr$ 10,00(dez cruzeiros). Nesse passar do tempo, com o correr dos dias, aproximando-se a hora da onça beber água, percebi que precisava dedicar-me mais ao estudo e juntei-me a uns amigos que assistiam às aulas aos sábados e aos domingos, ministradas por professores de português e de matemática. Um detalhe interessante: o nosso professor de português também faria o concurso do BB, e aproveitava para ganhar um dinheiro extra enquanto esperava o dia das provas. O esforço que todos fazíamos para alcançar a graça de ser aprovado num concurso de tal categoria era realmente quase além de nossas forças. Afinal de contas trabalhar no Banco do Brasil era o sonho acalentado por todos, inclusive pelos nascidos em berço de ouro. Ser aprovado em seus concursos era garantir o futuro e uma aposentadoria bem remunerada e com qualidade de vida. As provas aconteceram no dia 10 de outubro de 1970, um domingo, no Colégio Diocesano Santa Luzia(meu sonho inalcançável de estudante humilde – naquele colégio destinado aos de boa condição financeira seria a primeira vez que eu entraria). Pressurosa e preocupada com minha saúde, mamãe preparou uma espécie de banquete para o meu café da manhã nunca antes degustado por mim: passou ovos, fez tapioca, amanteigou o pão e preparou um delicioso café-com-leite de primeira para que eu agüentasse o tranco das difíceis provas sem comer, depois do desjejum, das seis horas da manhã até o meio dia. Eu residia a uns dois quilômetros do mencionado colégio, e para chegar até lá a pé tive que sair de casa às seis da matina, após o banho demorado, a loção passada, a melhor roupa vestida e o lauto(assim pareceu-me) café da manhã tomado. Era um lindo dia de muito sol(para variar em Mossoró, rsrsrs) e a cidade apresentava um rebuliço diferente de gente apressada a pé, de bicicleta e de carro seguindo na direção do sonho de ser alguém no cenário da vida, de tornar-se empregado da instituição financeira mais rica do País. Meu coração batia no peito com a intensidade de um tambor sendo espancado no ritmo enlouquecido dos carnavais, mas era de otimismo e determinação, e eu estava alegre, meus olhos brilhavam e eu sentia uma estranha paz percorrendo-me a alma como se carícias de uma bela mulher. Caminhava, naquele dia histórico de minha existência juvenil, para enfrentar espartana luta ao lado de milhares de outros com o intuito de ultrapassar a fronteira da pasmaceira profissional em que me encontrava e lograr ser vitorioso para começar uma nova vida
.

sábado, 29 de março de 2008

HAIKAIS





CONTRASTES

Formigas são atarefadas
Cigarras cantam a vida
Contrastes da natureza













GIRASSOL

Apaixonada pelo Sol
Toda lânguida e faceira
Gira, gira, Girassol












À PROCURA DO AMOR


Corremos tanto em busca do amor, e às vezes o sentimento está bem ao nosso lado em forma de alguém que nos ama e não sabemos.

sexta-feira, 28 de março de 2008

O MEU PRIMO VALENTÃO - Final

"É que eu estava sentado
E precisei mesmo sair
Quando depressa voltei
Esse sujeito estava aqui
No lugar que era meu
Com minha mulher bem aí”

“Ele já falou que não sai
Que meu lugar eu perdi
Disse até uma piadinha
Que me abalou quando ouvi
E o impasse está criado
Tenho que sair, percebi”

O sobrinho de meu pai
Bufou igual a um touro
Puxou uma faca enorme
Tipo peixeira de mouro
Dessas que só achamos
Num velho baú de tesouro

E literalmente ele saltou
Sobre o safado do infeliz
Colando a ponta da faca
Na chapuleta do seu nariz
Rosnando e soltando baba
Como um baita chafariz

“Seu desgraçado nojento
Quem você pensa que é
Destratando o meu tio
Que veio com sua mulher
Saia da cadeira, piolhento,
Ou nunca mais fica de pé!”

Sentindo a faca nas narinas
O truculento quase se mijou
Suou como uma chaleira
Por pouco não se cagou
Estava com tanto medo
Que de um salto levantou

“Se desculpe com meu tio
Ligeiro, cabra safado,
Ou lhe boto as tripas fora
Pulguento desgraçado
Depois caia fora daqui
Porco de cu mal-lavado”

Minha mãe tremia toda
Meu pai ria disfarçado
A multidão olhava tudo
Com o olhar enviesado
E o danado fanfarrão
Já estava ajoelhado

Meu primo José bufava
A faca na mão balançando
Enquanto o malfadado
Ainda se lamentando
Preparava as palavras
Para ir se desculpando

“Meu senhor me desculpe,
Eu não tive a intenção
De ser um incoveniente
Falo assim de coração
Pelo amor de nosso Deus
Eu lhe peço o seu perdão”

Deixando-o ajoelhado
O meu primo replicou:
“’Tá o meu tio satisfeito
Com o que o nojento falou
Ou ele limpa com a língua
O lugar onde sentou?”

Papai mirou o sujeito
Que muito suava e tremia
Perguntando a si mesmo
“Cadê o cara que havia
Me ameaçado tanto
Falando com zombaria?”

“Tudo bem, meu sobrinho,
Deixe esse safado se ir
É melhor que ele vá
Depressa embora daqui
E aprenda a respeitar,
Sabendo entrar e sair”

O meu primo truculento
Puxou o nojento pelo gogó
Arrastou-o por entre o povo
Dando-lhe pontapés no fiofó
a faca já estava na cintura
batia no cara com um dedo só
Assim, calmamente meu pai
voltou para o seu lugar
o meu primo e o salafrário
desapareceram no ar
mas logo o filme começou
e como demorou a terminar!