quinta-feira, 30 de abril de 2009

"NAMORO"

Antigamente namorar
era só conhecimento,
hoje quer dizer transar
com o maior descaramento

Se a camisinha tiver
o cara traça a namorada,
mocinha vira mulher
nem precisa ser casada

Acabou-se o respeito,
quem quer saber de casar?
Quer transar?Só tem um jeito:
basta apenas "namorar"

quarta-feira, 29 de abril de 2009

O PALÁCIO DA PENA - Segunda parte

Com uma paisagem dominada por árvores, arbustos, rochas, muralhas curtidas pelos séculos e fragmentos do passado espalhados ao longo de toda sua extensão, o Castelo dos Mouros oferece uma visão privilegiada da costa em derredor e da serra de Sintra. A função dele, ao ser construído no século IX, era proteger Lisboa e demais vilas ao seu redor. Após quase 1.200 anos de tantos acontecimentos históricos acumulados, de conquistas e reconquistas, em 1995 a UNESCO classificou a Serra de Sinta, onde está localizado o Castelo, como Paisagem Cultural-Patrimônio da Humanidade(esses dados copiei do mapa com informações turísticas a respeito). É certo que vale a pena subir suas escadarias de pedra e atingir o ponto mais alto chamado Alcáçova, que foi a residência do Alcaide durante o período muçulmano. Se cada compartimento daquele castelo pudesse detalhar os acontecimentos ali registrados certamente ficaríamos estupefatos e embasbacados, porque é bom lembrar que ele foi habitado por seres humanos com defeitos e virtudes a exemplo de todos nós Na verdade, apenas a parte histórica interessa à posteridade, não é mesmo?
O Palácio da Pena, nossa próxima e mais importante visita daquele dia, magnífico na sua imponência, podia ser visto lá do alto do Castelo dos Mouros. Era para aquele monumento de luxo e beleza que nos dirigíamos ao sair do Castelo dos Mouros depois de uma descida tão estafante quanto a própria subida. Mórbidos pingos de chuva ainda persistiam caindo das nuvens enegrecidas e um nevoeiro espesso acinzentava a paisagem. Levamos em torno de dez minutos para completar a descida acidentada e tosca, sem muito a lembrar daquele castelo senão suas ruínas e os ruídos surdos dos fantasmas que fizeram sua história.


Foram mais trezentos metros de subida sinuosa sobre o asfalto molhado e um tanto escorregadio. Por nós passavam, com esforço supremo, aqueles pilotando as bicicletas ladeira acima, os carros, ônibus e grande quantidade de pessoas que preferiam subir a pé até o local onde estava localizado o Palácio da Pena. Um denso matagal vestia a serra e proporcionava ar puro, absorvendo o gás carbônico de nossa respiração e dos motores indo e vindo. Não compreendi por que um enorme cão assustador repousava tranquilo no meio do caminho, sem ninguém para dominá-lo caso ele resolvesse atacar algum transeunte. Ana ficou tão atemorizada com a presença do animal que pensou em desistir de visitar o palácio, mas consegui dissuadí-la desse propósito fazendo-a ver quantas pessoas já haviam circulado por ele sem nenhum problema. Ela virou o rosto para o lado, temendo encarar o bicho, ao contornar seu espaço.



Um portão de ferro de grandes proporções delimitava os domínios do palácio, guardado por um homem sisudo, fardado, cuja função era receber as entradas, perfurá-las e permitir, carrancudo, a entrada dos visitantes. À direita, despontava a indefectível lojinha de souvenirs que também vendia água mineral e pequenos lanches(por preços astronômicos, claro, e em euro), à esquerda, as casas de banho(toaletes). Logo a seguir, à nossa frente, majestoso, revestido de toda pompa e imponência inerentes às residências reais, finalmente, avistamos o Palácio da Pena. Apesar da chuvinha triste e molhadeira e do nevoeiro borrando a paisagem havia muita gente visitando o palácio, entrando e saindo, tirando fotos. Vimos a fila lenta que se dirigia para uma portinhola estreita severamente vigiada por três pessoas. Estas, sempre a estampar no rosto a exagerada carranca de professores pajeando crianças do primário, só permitiam a entrada a passos de lesma de uma pessoa por vez. Não demos muita atenção ao local, queríamos explorar outros ambientes, outras surpresas. Mas aquela, sem dúvida, escondia a melhor e mais impressionante de todas. Descobriríamos isso mais tarde.

terça-feira, 28 de abril de 2009

PARABÉNS MINHA QUERIDA ESPOSA!



Hoje é o aniversário de minha esposa, uma mulher muito especial para mim. Neste dia quero expressar todo amor que sinto por ela e dizer olhando carinhosamente seus lindos olhos, parodiando o trecho de uma música brasileira: "EU TE AMO E VOU GRITAR PRÁ TODO MUNDO OUVIR!" Parabéns minha querida Ana. Você fez de mim um homem completo. Sem você a vida não teria qualquer sentido. Que Deus conceda a você sempre o melhor da vida e muitos anos de existência. Você é a minha felicidade.

domingo, 26 de abril de 2009

QUERO ABRIR JANELAS NESTE DOMINGO

Foto: Gilbamar de Oliveira Bezerra

Não pretendo muito deste domingo. Só quero abrir a janela, debruçar-me sobre o parapeito e deixar meus olhos repousando sobre o verde tranquilo do cerrado lá adiante. Vagando sobre a cor da esperança e da natureza, sonhando com o dia em que todos nós humanos viveremos completa harmonia com todos os seres vivos, nessa união capaz de fazer da existência um oceano de felicidade.

Depois, livre das mórbidas reflexões trazidas pelo vento da mídia, abrir um bom livro e caminhar por entre as flores do jardim tão meticulosamente cuidado por mim e minha esposa, pondo sobre os ombros dela, delicada e amorosamente, o meu braço e permitir o fluir da tarde com aquela benfazeja esperança de estar caminhando sobre os passos da felicidade.

Hoje eu risco do mapa a fome grassante por aí, escorraço a violência e apago a saudade. Desejo neste domingo viver intensamente usufruindo de todas as benesses dessa maravilhosa existência proporcionada por Deus, propagando no ar o meu simples sorriso de amizade, amor e solidariedade. Abraço todos vocês transbordando fraternidade.

sábado, 25 de abril de 2009

A CRIAÇÃO DO MUNDO

Foto: Gilbamar de Oliveira Bezerra


Eu vejo a vida que Deus criou
E fico assim tão deslumbrado,
Com a alma agradecida
E o coração emocionado
Sem conseguir compreender
Por que o cético é desalmado

Quem ele pensa que desenhou
Cada centímetro de vida
O Universo com suas cores
A mata virgem florida
O sol com o forte clarão
E a lua à noite surgida?

De onde ele tirou a idéia
Que tudo nasceu da explosão
De um tal de big bang fajuto
Harmonia criada da confusão
Milhões de destroços formando
A vida em tão perfeita união?

Só desvairado pensa assim
Achar que essa incoerência,
De fragmentos disformes
No tempo e na paciência,
Transformou-se numa flor.
Isso é brincar de ciência!

Veja a perfeição do Cosmo
As galáxias e os planetas
Os asteróides e as estrelas
Olhe com potentes lunetas
E com infinita imaginação
Tire a certeza de letra

Desse caos estapafúrdio
Se originaria um beija-flor
Um pintassilgo que canta
Conquistando o seu amor
O mar em ondas bravias
Ou um lindo botão em flor?

Quem foi que pintou o céu
Na hora do entardecer
Quando o sol se põe tão lindo
E é belo como o alvorecer
Encanta a mistura de cores
Num quadro de surpreender?

Ora, incrédulo papalvo,
Esse monte de aves voando
Orquídeas de tantos matizes
Cobras e jacarés se arrastando
Teriam vindo da explosão
Ou do Ser Supremo criando?

Num metro quadrado de chão
Nós plantamos melancia
Abóbora, feijão e abacate,
E todas nascem em harmonia
Num espaço tão pequeno
Vemos banana, mamão e lichia

Não é extraordinário, assim,
Entre outras coisas tantas
Que haja equilíbrio em tudo
Pássaros, veados e antas
Que habitam a mesma floresta
Com homens, rosas e plantas?

Outra indagação eu faço
A quem só acredita em fada:
Quem acendeu o estopim
Dessa explosão danada
Uma mera faísca do tempo
Ou apenas o próprio nada?

Foi Deus quem criou tudo
com seu supremo poder
até mesmo o que não vemos
bastou só Ele querer
apenas disse uma palavra
e viu o universo aparecer!

sexta-feira, 24 de abril de 2009

FASES DA VIDA





Crianças brincam
adolescentes namoram
adultos trabalham
idosos repousam




A T E N Ç Ã O!!!!!

Se não cuidarmos da terra, da fauna e da flora hoje certamente não haverá futuro para a humanidade. O aquecimento global, o desmatamento furioso, a devastação da mata atlântica, enfim, uma gama de malversações feitas pelos homens contra a natureza vem causando o princípio de uma provável grande catástrofe para a vida. Precisamos lutar contra isso urgente, sob pena de não termos nada para deixar às gerações futuras.