domingo, 31 de maio de 2009

AINDA TENHO ESPERANÇA


Certo, não passo de um sonhador,
mas ainda tenho esperança
de ver lutas transformadas em dança
e o diálogo sendo o grande vencedor

E quero levar comigo essa quimera
dela jogando na terra a semente
sendo o único romântico somente
a crer numa existência sincera

Vou dos campos olhando os lírios
com lágrimas regando as flores
chorando pelos martírios
da civilização dos horrores

Penso em armas enferrujando
por absoluta falta de uso,
nas ruas músicas de Caruso
e todos os povos se abraçando

Apoio-me no cajado da poesia
caminho com as pernas da certeza
de que o sorriso mudará a natureza
de homens que desconhecem a alegria

Acham esse anelo impossível?
Comecemos educando as crianças,
tornemos tal fantasia visível
e continuemos tendo esperanças

sexta-feira, 29 de maio de 2009

QUANDO MEU CORAÇÃO SERENAR

No posto de hoje quis tentar e fazer algo diferente com o precípuo intuito de levar um pouco mais longe esta poesia, para confins mais distantes também. Procurei traduzí-la para dois idiomas falados praticamente no mundo inteiro: ingles e espanhol. Não sei se logrei atingir realmente meu objetivo, pois tantas são as ciladas das traduções. Por essa razão, peço aos amigos que falam com fluência as duas línguas, por favor, façam as devidas correções e enviem-me via comentário para que eu possa corrigir. Será um grande prazer compartilhar com vocês o sentimento poético das linhas abaixo.


QUANDO MEU CORAÇÃO SERENAR

Quando cá no meu velho peito
este pobre coração serenar
e os últimos brilhos nos olhos
esmaecerem escurecendo
como a noite mais negra,
não leves flores ao meu jazigo...
quero o teu sorriso meigo
a acompanhar-me à eternidade
pois as flores murcham
com o passar dos dias,
mas a tua ternura permanece

Para que lágrimas? Logo secam.
Deixa naquele terno espaço
onde o teu coração cadencia
o tamborilar das muitas lembranças
e o contorno das tantas saudades;
essas não perecem nunca...

E ao descer do esquife à terra,
não jogue areia, basta uma
pá cheia de beijos.


WHEN MY HEART BREAK

When here in my old chest
this poor heart break
and the last glare in the eyes
dim dark
as the darkest night,
don't take flowers to my grave ...
I want your sweet smile
to accompany me to eternity
because the flowers wilt
over the days,
but your tenderness remains

What tears for? Once dry.
Leave that space suit
where your heart cadence
the patter of many memories
and the outline of the many missed;
they do not perish never ...

And when the coffin down to earth,
not throw sand, just a
shovel full of kisses.


CUANDO MI CORAZÓN ROMPER

Cuando aquí, en mi antiguo pecho
este pobre corazón romper
y el último resplandor en los ojos
Dim oscuro
como las noches más oscuras,
no la luz flores a mi tumba ...
Quiero tu dulce sonrisa
para que me acompañe a la eternidad
porque las flores se marchitan
lo largo de los días,
pero sigue siendo su ternura

¿Qué lágrimas? Una vez seco.
Deje que el traje espacial
cuando su corazón cadencia
los patrones de muchos recuerdos
y el esbozo de las muchas perdidas;
no perecerán jamás ...

Y cuando el ataúd a la tierra,
no tirar la arena, a sólo
pala llena de besos.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

VOCÊ SABE O QUE É O AMOR?

Não é apenas com simples
palavras que expressamos o amor,
necessário se faz a certeza do agir,
do demonstrar, do estar ao lado.

*
Um sentimento que evapora no ar
com meras frases adocicadas
aos sussurros momentâneos
não passa de angustiante engano.

*
Amar não é somente olhar nos olhos,
afagar mãos, tocar lábios e sorrir;
lágrimas também brotam se amamos,
peito aberto e pragmatismo se unem
para mostrar que o amor é atitude.


*
É presença constante, é consolo
amiúde, é a voz que afirma solícita:
"eis-me aqui para o que der e vier!"
É coração acelerado no mesmo
ritmo da amada, a mão que ampara,
o beijo salgado do pranto uníssono.

*
Consolida-se dia após dia o amor,
não é mera noite de prazer nem
passageiro instante de abraços e beijos
e um até logo sem compromisso.

*
Porque amor é rocha titânica, nunca
uma brincadeira inconsequente,
um passatempo irresponsável ou
um momento que magoa e fere.

domingo, 24 de maio de 2009

UM QUÊ DE GRANDE MELANCOLIA

Imagem da net


A solidão nos faz acumular palavras
e amontoar lembranças e sofreres,
que jorram ao menor sinal de companhia
e sorrisos complacentes.

Há um quê de grande melancolia
no olhar dos esquecidos e solitários,
uma barragem de aço no coração
impede o fluir manso da alegria.

Nós podemos abrir espaços
e fazer explodir essas rochas
que não permitem o descerrar da vida
nos solitários esquecidos pelo tempo
e jogados à própria alma triste,
ao mais íntimo do recôndito.

Viver é ter o complemento do amor,
é agarrar-se às mãos solidárias
para o suporte das angústias
tão inerentes à existência humana;
não é possível sorrir sem alguém,
somente ao lado do próximo a vida
tem um sentido especial.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

BELAS IMAGENS DO BREJO PARAIBANO

O panorama que presenciei na linda cidade de Bananeira e nas estradas para Campina Grande e Guarabira, todas no Estado da Paraíba, realmente me deixou deslumbrado. As serras e montanhas verdejantes dominam a paisagem e os nossos olhos ficam deslumbrados. É como se avistássemos os campos europeus, ou, no mínimo, a beleza do Sul brasileiro em um lugar totalmente inesperado. As imagens abaixo expressam meu profundo encanto. Creio que o Brasil precisa descobrir as belezas naturais e o frio gostoso da região do brejo paraibano.


Que olhos não se enchem de encanto diante de tamanha exuberância da natureza? Pois tudo isso pode ser visto ao vivo no brejo paraibano, um dos lugares mais lindos do Brasil.


Esse lindo espetáculo da natureza, um verdadeiro cartão postal, eu fotografei do alto do Cruzeiro de Roma, em Bananeiras(PB). Confesso que, emocionado por tanta beleza, permiti que os meus olhos abrissem a torneira das lágrimas e elas descessem por minha face abaixo.


O céu contribuiu para embelezar ainda mais esse cenário de cinema do brejo paraibano.

Vejam o charme dessa jaqueira expondo seus frutos tão apreciados por quantos os conhecem.

O cenário com que me deparei no caminho de volta para Natal, vindo de Bananeiras, mexia com a magia do meu lado estético cenográfico. O resultado da paisagem flagrada agradou-me sobremaneira

Quando nos dirigíamos a um dos lugares mais altos de Bananeiras, o Cruzeiro de Roma, ponto final do já tradicional Caminho de Padre Ibiapina, avistamos essa jaqueira com dois frutos, um dos produtos tradicionais da cidade juntamente com a banana. Não resisti e fotografei. Provavelmente esse é uma árvore frutífera não conhecida de muita gente.

Voltando da cidade de Guarabira cliquei e guardei essa bela imagem. Eu quase não conseguia pregar os olhos na estrada, deixando-me encantar com esse cenário de lirismo verde.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Não parece o Nordeste do Brasil, mas é.

Tenho um pedido de desculpas a fazer a todos os amigos e amigas que me seguem e aos quais não tenho visitado esses dias. As fotos abaixo são das montanhas e serras próximas às cidades de Bananeiras, Guarabira, Pirpirituba e Campina Grande, todas no Estado da Paraíba.




É que estou visitando um dos lugares mais lindos do interior paraibano, onde as paisagens nem de longe lembram que estamos no esturricado Nordeste brasileiro onde o verde praticamente inexiste com tamanha exuberância.

Justificar
Confesso a vocês, a impressão que estou tendo diante de tanta beleza é que aqui é um pedacinho maravilhoso das Serras Gauchas.



Se vocês um dia vierem visita estas paragens verão que estou coberto de razão ao afirmar isso com tanta convicção.




Bom, e justamente por encontrar-me embevecido ante tanto prodígio da natureza, indo e vindo por essas estonteantes paisagens, não estou tendo muito tempo para meu blog e para os amigos virtuais. O passeio, contudo, está prestes a terminar. Se Deus quiser, quando estiver de volta terei o maior prazer em visitar todos vocês. Agora, fiquem com essas imagens encantadoras na memória e no coração. Poéticos abraços.