segunda-feira, 29 de junho de 2009

CRIANÇAS COM FOME



Vi crianças chorando de fome
nas pobres ruas sujas, perdidas,
abandonadas dos pais, sem nome
maltratadas, mortas, esquecidas

São figuras que o mundo esconde
como grandes e abertas feridas
vi crianças chorando de fome
nas pobres ruas sujas, perdidas

São, à guisa de fumaça que some,
apenas lágrimas derretidas
que, tal o nada, ao mundo irrompe
aos meus olhos, fagulhas nascidas
vi crianças chorando de fome

quinta-feira, 25 de junho de 2009

LANÇAMENTO DO MEU LIVRO



Caríssima(os) amigas(os), no próximo sábado, dia 27/06, às 19 horas, se Deus quiser, estarei fazendo o lançamento do meu livro O ATAQUE DE LAMPIÃO A MOSSORÓ - Trovas na Livraria Siciliano. Nesta sexta-feira eu e minha amada Ana viajaremos para a cidade de Mossoró, onde ocorreu o fato narrado por mim todo em trovas nessa obra. Nesse meio tempo não poderei visitar vocês, como costumo fazer para meu deleite. Voltaremos no dia 30/06 e retomaremos nossas atividades corriqueiras normais.

O lançamento de um livro, para mim, é sempre um acontecimento dominado por emoção, sorrisos, autógrafos e alegria. Abraçarei os amigos antigos e farei novos num ambiente onde os livros serão a moldura do quadro vivo. Recitarei minhas poesias, lerei trechos de algumas crônicas que escrevi e passarei às mãos dos presentes a simplicidade de meu trabalho. Terei que segurar a onda do meu coração para não permitir o fluir das lágrimas em minhas faces, mas decerto não conseguirei segurar o impulso de minh'alma quando os soluços vencerem minhas débeis forças aniquiladas pelo momento. Os olhares sobre mim acenderão o fogo da ansiedade e acelerarão as batidas cardíacas sobre o velho peito emocionado.

Gostaria que todos vocês meus seguidores neste blog e a quem também sigo estivessem presentes nessa noite, ao meu lado. Porém, se não o podem de maneira física grande honra me dariam se comparecessem em espírito. Conto com vocês assim, alma com alma, espírito com espírito num mesmo rumo, na mesma emoção.

Até a volta, se Deus quiser!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

VELHOS LIVROS NA ESTANTE

Em surrados livros revi
flores ressequidas, esquecidas,
lábios que beijaram páginas
em relevos já esmaecidos

Recordei tantos momentos idos
ao deparar com textos sublinhados
nas diversas cores do arco-íris
e palavras soltas escritas a mão

Lá estavam, apagadas, folhas secas
outrora regadas por sorrisos
afagadas em tardes que se foram
deixadas ali como a expressão de algo

Velhos e guardados livros de ontem
que se aconchegaram a seios
virginais cobertos e escondidos
mas permitindo que o arquejo fluisse

Nas páginas puídas e amassadas
impressões digitais femininas
ali deixando marcas de sua passagem
carinhosa por vezes, irritada outras

Hoje são livros olvidados na estante
mas transbordantes de estórias
de lágrimas, de olhares, de amor sutil
de ingenuidade e êxtase juvenil

Compêndios de minha adolescência
testemunhas das muitas dores e risos
do brotar da primeira paixão
do duro amadurecimento do meu coração

segunda-feira, 22 de junho de 2009

NO OCEANO DO DICIONÁRIO

Foto de Gilbamar de Oliveira Bezerra

Pesquei vocábulos no oceano
do dicionário, encontrei pérolas
e com elas fiz um colar
de singelas mensagens

No arrastão da rede que joguei
ao mar do saber vieram tantas
palavras sublimes, porém a mais
linda que encontrei foi "AMOR"

O termo "ciúme" se imiscuiu
também, por infelicidade, em meio
à nobreza das letras trazidas
na rede jogada nas águas. Descartei-o

Como também joguei de volta
às profundidades abissais
"traição", "saudade", "opressão"
e tantas que somente magoam

Escolhi três palavras para
sussurrar ao teu ouvido:
SEMPRE TE AMAREI, e acrescentei
um ponto de exclamação !

sexta-feira, 19 de junho de 2009

A LUA, TEU OLHAR, O SOL, TEU FOGO

Não apenas podo, sou poda,
nem me ocupo em dar nó
somente em pingo dágua
o próprio mar amarrei

Também acho pouco pintar
apenas o simples sete,
é feito tão banal, comum,
pintei foi o 7 de Setembro

Ah, sabe o Mar Morto? Fui eu.
De uma só cajadada matei-o
e deixei o irmão dele,
o Mar Vermelho, ferido gravemente

Já o arco e a íris do arco-íris
usei vergalhões para aquele
e arranquei esta do olho
do gigante morto por Davi

Todas as cores do rainbow
joguei uma a uma cá da Terra
ao exato local do espaço
para formar seu colorido

Desenho as nuvens negras
das chuvas e risco o fósforo
que acende os grandes raios,
bato tambores e formo trovões

As estrelas são minhas lágrimas
fragmentadas em muitos pingos,
a lua e o sol são especiais,
aquela teu olhar, este teu fogo

quinta-feira, 18 de junho de 2009

GRITO SE NECESSÁRIO!

Gosto de expor meus sentimentos
sem temer ser magoado pela vida
não escondo os meus bons momentos
nem sob o tapete as horas sofridas

Acendo a luz onde vejo a escuridão
mesmo erros arriscando encontrar
a alguém em perigo estendo a mão
ainda que junto ele possa me levar

Todos os mistérios tento resolver
não tenho nenhum medo da verdade
se há algo que eu possa fazer
busco transformar a realidade

A vida é muito curta para chorar
por isso parto em busca do riso
não desejo na tristeza pernoitar
sigo pela estrada do paraíso

Grito se for necessário bradar
sussurro quando o silêncio impera
em prol da vida vou sempre falar
gesto de amor outros assim gera

Não dou um boi para evitar briga
nem uma manada para dela não sair
emito um sorriso e evito intriga
e entrego flores para alguém sorrir

Não me pega o trem na linha que ando
porque brilha e brota da sinceridade
pneus no asfalto não vou cantando
isso é próprio da tola vaidade

Cigarro e bebida vão longe de mim
são venenos que trazem sofrimentos
por que tantos homens buscam o fim
se tem a vida tão lindos momentos?