terça-feira, 24 de março de 2009

JÁ NÃO SINTO SAUDADE


Não há muito do que ter saudade
as nossas palmeiras devastamos
e restou só a triste realidade:
todos os sabiás já matamos

Feito estúpidos, desmatamos,
jogamos esgotos em nossos rios
florestas inteiras derrubamos
pela ambição foram-se os brios

Das várzeas, onde estão as flores?
Ficaram escuras as estrelas
até do céu borramos as cores
foram-se as matas brasileiras

Só resta lembrar o que já não temos
o silêncio substituiu o gorjear
as aves que nas gaiolas prendemos,
melancólicas, não querem cantar

Límpido outrora o oceano
é agora cemitério de peixes
dizimados por brutos insanos
usando dinamite aos feixes

Homens fazem tudo prá destruir
emporcalham os seus mananciais
viver não é mais razão para sorrir
recordações boas não tenho mais

Da terra que deixei vou esquecer
já não há o exalar dos matagais
o mutismo saúda o amanhecer
matamos aves, plantas, animais

Em pouco, não haverá amanhã
nossos netos de sede morrerão
somos infantis como Peter Pan
nossos sonhos, breve, acabarão

15 comentários:

Adrisol disse...

hola amigo gilbamar!!!!!!!

hermoso poema comprometido con nuestro planeta!!!!!!
ojalá sirva para tomar conciencia de todo el daño que el hombre le está haciendo..........
felicitaciones, amigo!!!!!!!!!!!

un abrazo enormeeeeeeeeeee

Myr disse...

Lindo poema que nos recuerda cuan importante es protegen nuestra naturaleza!

besos

Tatiana disse...

É realmente muito triste constatar o que vemos hoje em nossa natureza!

Precisamos ter consciência de que fazemos parte dela... e que sem ela morreremos.

É preciso amar e cuidar do nosso mundo!

Um abraço carinhoso

Valci Pessoa disse...

Gilbamar, parabéns, versos perfeitos e incrivelmente verdadeiros [...]
Abraço!

Je Vois la Vie en Vert disse...

Triste poema postaste hoje !
Vamos levantar este moral !
Gostei do fundo do ecrã, será que foi graças á indicação que deixei no meu blog que descobriste este link ? Se fôr, fico muito feliz porque gosto de partilhar com os outros a minha experiência e as minhas coisas. No meu blog, não há entrave nenhuma, pode-se levar todas as fotos ou imagens que quiserem.
Beijinhos verdinhos de esperança

La Gata Coqueta disse...

Si es cierto que la mano del hombre esta destruyendo parte de la naturaleza, que de antemano lleva siglos ahí puesta, se meten con la floresta cortándola dejando el planeta sin el pulmón para respirar.
Los residuos de fabricas se van a desembocar a los mares matando la flora y fauna de los mares y así un montón de cosas.

Y de ahí los resultados, de que los animales ya no tienen donde se guarecer y se mueren y se estropea la cadena alimenticia y un etc. etc, sin más, muy desagradable.

No me extraña que gritéis a los cuatros vientos como protesta a ver si los políticos se conciencian de lo que están haciendo.

Un abrazo y hasta otro momento tan grato como este.

Muakkk
Muakkkkk

Val Du disse...

Triste realidade. Também não sinto saudades de todos esses males causados ao planeta.

Um belo poema.

Abraços.

Menina do Rio disse...

E o que faremos quando não houver mais amanhãs?

beijos

Vivian disse...

...belíssimo poeta
nos chamando à realidade.

que lindo isso!

bjus

_E se eu fosse puta...Tu lias?_ disse...

Sarava!

Bom! É um dever dos poetas abrir os olhos!

;)

beijinho

cynthia disse...

Poema que nos invita a comprometernos con realidades, armado y sentido, comparto tus palabras.

cariños. besos muchos.

Gabiprog disse...

Es una pena como cortamos nuestro futuro, el que nos ofrece la tierra.

La ambición debasta y gusta del dinero facil y rapido.

Un abrazo.

Liliana G. disse...

Nostálgico poema con la tristeza de la devastación como fondo y telón. Roguemos para que nuestros nietos tengan el aire puro y el agua clara para poder vivir en armonía. Es una expresión de deseos.
¡Felicitaciones!
Un gran abrazo, amigo.

Ana Maria disse...

Há uma falta de respeito com a natureza... Muito triste!
Beijinhos,
Ana Maria

Ana Martins disse...

Caro Poeta,
um forte alerta e apelo para que preservemos a natureza. Pena que nem todos pensem assim!

Parabéns!

Beijinhos,
Ana Martins