domingo, 18 de novembro de 2007




APENAS CANTO

Remexo o canto e apago o desencanto
Aquele é êxtase, este agonia.
Enquanto o primeiro suaviza o pranto,
O outro, sórdido, desgasta a melodia

E quem vive sem a suavidade do canto?
Ele é a estrada que leva à fantasia,
Que alivia o horror do desencanto
E rechaça a sufocante Melancolia

Quem dera nunca houvesse desencanto
E o choro se transformasse em acalanto,
Que os homens vivessem em harmonia

A dor se metamorfoseasse em canto
Desaparecesse da Terra o sofrer tanto
Fosse o viver remanso e sabedoria
Gilbamar de Oliveira
* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
Trovinhas para brincar com a palavra renda, que o Governo usa para nos cobrar imposto de "renda":
Vou dizer um palavrão
e te peço que me entenda,
é termo usado pela Nação
feche os ouvidos: "renda"!
-------------------------------------
É muito atrevimento
de "renda" chamar o salário,
pra mim é sofrimento
por que passa o operário
-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-
Gilbamar de Oliveira

Nenhum comentário: