sexta-feira, 6 de março de 2009


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A ARTE DE ESCREVER

Escrever não é tão-somente uma bela arte especial, mas igualmente sensibilidade e viagem à doce e terna aventura de criar, de desbravar, de ser o primeiro a expor premissas nunca antes reveladas no papel ou no universo virtual. O escritor se esmera em tentar produzir o que de melhor o seu coração expressa, aparando arestas, retirando senões e esculpindo seu trabalho com a precisão de um mestre até formatar por completo a sua obra. E para isso ele se entrega por horas ao labor de talhar e lapidar o emaranhado de frases para compor o seu texto, às intempéries consequentes, e novamente recomeça o garimpo das melhores pepitas, das pedras preciosas mais puras extraídas de seu conhecimento literário, para isso pulando fogueiras e transpondo barreiras altas e íngremes.

Personagens e tramas, situações e perfis psicológicos são confeccionados e idealizados como se reais fossem pelo artesão das palavras com aquele cuidado excepcional de quem monta um quebra-cabeças de intrincadas peças e sabe o lugar adequado para cada uma delas. É árdua porém excitante tarefa a do artesão das letras, essa arte de nobreza indelével e indubitavelmente de grande importância para a cultura dos povos. Sem literatura a inteligência seria atrofiada, amorfa, espécie de cegueira coletiva.

E o escritor é responsável pela revolução mental de seu semelhante. Porque ele, em seu mister, trabalha com os sentimentos de homens e mulheres, retrata a vida, filma com palavras a trajetória humana. Como uma preciosa, dedicada e essencial testemunha da história. As gerações evoluem com os livros e as idéias neles contidas por esses desbravadores criativos e dedicados. Solitários no grandioso instante de criar, esquecidos do tempo enquanto seus dedos, comandados pelo rapidez cerebral, vão digitando as letras e tecendo um conjunto de idéias, a vida segue lá fora à medida que a mensagem proposta por eles vai se configurando linha por linha. E a vida se transforma na literatura, mesclando a dureza da realidade com o lirismo poético ou a ficção fantástica. E milhões de pessoas aprendem, se emocionam e se divertem com eles.

Parecendo, por vezes, um visionário, o escritor até pode fazer inconscientes previsões, como sem dúvida nenhuma foi o caso, entre tantos outros, de Júlio Verne com suas obras A volta ao mundo em oitenta dias, Viagem ao centro da Terra, Vinte mil léguas submarinas e tantas outras. A mente do escritor permanece vinte e quatro horas em constante ebulição. Podemos até afirmar que ele age de maneira compulsiva no ato de escrever, isto é, parece ser impulsionado por uma mola de aço ao sentar-se diante do computador e elucubrar os textos que vão fluindo como chuva grossa demorada. Não é de se estranhar sabermos que muitos acordam no meio da noite para continuar a escrever algum texto iniciado ou digitar o gran finale que durante o dia não tinham conseguido elaborar, recebendo o insight enquanto dormiam. Quando isso acontece, o escritor sabe que precisa levantar da cama e escrever o que sua mente lhe dita, sob pena de perder a idéia brotando vívida e frenética naquele exato momento, e que certamente não mais voltará da mesma forma.

Mas o labor da literatura também é um grato prazer para o escritor, porque não poucas vezes ele se envolve na trama que idealiza e tece à guisa de teia pacientemente elaborada e que prossegue paulatina, crescente e explosiva. Em sendo assim, ri e chora com suas mensagens, por força das circunstâncias e do envolvimento emocional deixa-se conduzir por seus personagens, havendo ocasiões em que estes deixam claras as regras a serem seguidas e fazem dele um mero contador de estórias nas quais não pode mais intervir. A não ser que queira mudar todo o curso traçado até aquele instante e transformar radicalmente os rumos de seu trabalho ficcional. A inteligência humana jamais poderá prescindir do escritor. Da cultura timoneiro, das artes mestre, da vida revolucionário, dos sentimentos vanguardista, esse operário das palavras é e continuará sendo o baluarte das batalhas necessárias às mudanças que melhorem o mundo e a qualidade de vida de homens e mulheres.

22 comentários:

tossan disse...

Gosto muito das suas cônicas, elas me fazem refletir e lembrar que preciso a voltar a ler mais...
Se você ler um punhado de crônicas de bons autores, verá que esse acontecimento pode ser um evento mínimo, ao qual ninguém prestou atenção, mas em que o cronista descobre singularidades, a beleza, o lirismo. Lembro por exemplo, de uma grande crônica de Rubem Braga, que tratava da perda de um caderninho. Mais uma vez Fernando Sabino: a crônica é “a Vida real”.
Abraço

Isa disse...

Como gostei do seu texto!
Costumo dizer q. ser Poeta,ser Escritor é uma enorme responsabilidade.Directa ou indirectamente,vamos sim influenciar os outros.
Esta crónica aponta para isso mesmo!
Já disse uma vez e é o q.penso:
O meu Amigo tem o dom q.Deus lhe concedeu!
Bom fim de semana!
Abraço.
isa.

Val Du disse...

Que texto magnífico!

Um grande abraço.

Carmem disse...

Vim agradecer as tuas palavras de carinho em meu canto...Obrigada amigo!

Bjo e bom dia pra ti!!!...

Viviane disse...

Realmente, para escrever, as palavras têm que vir do coração! De dentro, da alma.

Pico minha ilha disse...

A arte de escrever que muitos tem e já nasceram com ela.Abraço com bfs

paula barros disse...

Gilbamar

Sabe quando lemos algo que estamos precisando "ouvir", sentir, pensar...? Está sendo com esse seu texto.

Estou fazendo uma Oficina Literária e estou perdida, escrevi algo, em breve coloco no blog.

A vida do escritor é espantasomente trabalhosa, descobri. Me assutei.

abraços

victor Rocco disse...

si amigo es el bello arte de escribir el que hace que nos liberemos de todo y construllamos otros mundos para vivir.

isis de la noche disse...

Guao amigo!!!

Sí que has hecho un esbozo completísimo de lo que es un escritor..

me encantó esa parte de ser visionario... pues la imaginación es una llave que abre puertas insospechadas. Me ha gustado mucho, pero mucho tu texto... Y me ha hecho pensar lo importante que es para un escritor dejarse llevar, poner el alma en cada escrito, estar en contacto con esa fuente de la que nacen las ideas..

No hay duda, mi querido amigo, de que un escritor debe trabajar con su propio interior, debe tener una sensibilidad especial para captar el mundo.. y recrearlo en imágenes...

Lo que me lleva a pensar que no fácil esta tarea... No... El trabajo del escritor con sus emociones es muy fuerte... no concibo un escritor que no esté en contacto con su interior, constantemente hallando el minuto de silencio que le permite VER.. más allá de lo evidente ;)

Me ha encantado leerte, amigo... Tus palabras me han inspirado... Mis respetos por tu sensibilidad y capacidad de plasmar las ideas tan claramente..

te dejo un abrazo inmenso!!!!!!

Caperucita disse...

Amigo Gilbamar, tus escritos sí que tienen arte.
Te deseo un estupendo fin de semana con todo mi cariño.
Besos.

Agulheta disse...

Gibalmar! Escrever é uma arte que nasce com cada um,este texto é magnifico,eu gosto bastante de textos que digam algo,como este.
Beijinho para o casal bfs

Lisa

Adrisol disse...

creo que para ser un buen escritor, las palabras deben salir desde el corazón y escribirlas con el alma...........cómo lo haces tú, querido amigo!!!!!!!!

un fuerte abrazo y buen fin de semana

BC disse...

Gostei muito de ler o texto, com uma grande realidade sobre a escrita, as palavras.
São realidades que por vezes nos escapam.
Abraço
Isabel

Tatiana disse...

Bom... eu sou sua fã e depois dessa crônica maravilhosa, só me resta dizer: PERFEITO!

Peço a Deus que o ilumine sempre!

Um abraço carinhoso e quem venham sempre tão belas inspirações

Ana Martins disse...

Caro amigo Gilbamar,
simplesmente adorei esta crónica, descreve detalhada e pormenorizadamente o emaranhado de sentimentos e pensamentos que em sobressalto invadem o escitor ou poeta.
Sabe que também já me aconteceu ter que me levantar da cama para escrever um poema que não me saía do pensamento, e por isso o sono também não chegava.

Parabéns, gostei mesmo muito!

Beijinhos,
Ana Martins

Gabiprog disse...

Arte y comunicación, medicina no para unos pocos, sino para toda la sociedad!

Un abrazo.

toñi disse...

Hola Gilmabar.
La pluma de un escritor está siempre llena de magia. Con sus escritos puede trasportarte a cualquier parte del mundo real o irreal pero siempre fascinante.

Quiero agradecer tus tiernas palabras en mi blog


Un beso my fuerte

Liliana G. disse...

Muy acertadas tus palabras Gilbamar, creo que has escrito por la pluma de todos los que te leemos.
¡Felicitaciones!
Un gran carño.

Café da Madrugada® Lipp & Van. disse...

Ótimo texto!
Muitas vezes tento escrever, e algumas vezes que escrevo, nao consigo postar, algo me impede.
Gostaria de saber escrever assim.
E sobre as mudanças, acontecem várias em minha vida...

Marta disse...

Um texto simples e poderoso..
Escrever não é fácil; tem que vir da alma e do coração, ser o nosso retrato...
Já publiquei o poema que me enviou; espero que goste do comentário.
Obrigada
Beijos e abraços
Marta

Papoila disse...

Querido Amigo:
Um texto maravilhoso. Como a escrita pode influenciar quem lê e como quem lê influencia quem escreve magistralmente o meu amigo.
Parabéns pelo lançamento de seu livro.
Beijos

Camila disse...

Para escrever taum be quanto tu é preciso mais que rimar boi e periquito!
Tens o dom.


BeijO