domingo, 21 de novembro de 2010

O AMOR E O CRISTAL



Se bem um encanto, o amor lembra o cristal
posto que frágeis e fácil se despedaçam;
perecendo o sentimento é o fim do casal,
fragmentos da fina peça não se colam

Quebrando, vira pó o fino material
impossível tê-lo puro como antes
se dessa forma acaba o belo cristal
evapora-se o amor em vôos rasantes

Tênue é a fronteira a limitar o ódio e o amor
e o que era só felicidade se faz dor;
no mesmo diapasão fenece o cristal

Em milhares de cacos se transformando,
quebrado, vai como água derramando
e, como outrora, não voltará a ser igual

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O Soneto acima, de minha autoria, recebeu menção honrosa da Academia Jacarahyense de Letras no Concurso de Sonetos "Chave de Ouro"

3 comentários:

Sonhadora disse...

Poeta

Um poema lindo, parabéns pelo prémio, merecido.

Beijinhos
Sonhadora

Lana disse...

Soneto espetacular!
Mereceu o prêmio.
O blog é muito lindo!
Nunca comentei, mas estou sempre aqui saboreando as maravilhas do amigo querido Gilbamar.
Bjs no ♥


LanaEich

Leandro Kerr disse...

Traduzindo alguns amores em letras. Lindo soneto! Mereceu, com toda certeza, a menção honrosa recebida. Parabéns. Abraços