quinta-feira, 20 de agosto de 2009

AMOR É AMAR


Invariavelmente, todo ser humano tem sua própria definição do amor, dependendo cada uma, como é óbvio, do estado de espírito, ou da condição social e intelectual do indivíduo. Quando um conceito mais bem elaborado e emocionante, desses que tocam a alma e aceleram as batidas do coração, ganha o planeta através de publicação em livro, e até mesmo por meio da internet, então esse axioma passa a ser dito, repetido e citado diariamente como uma grande verdade inconteste. As pessoas se referem a ele com ar de solenidade e sabedoria, dando a impressão e fazendo de conta que são leitores contumazes de bons autores, mormente os de fama internacional. Muitas vezes sendo tão-somente uma questão de aparecer de alguma forma, de ficar em evidência e ser o foco das atenções de todos. O exemplo mais clássico de algo semelhante a esse axioma encontra-se no conceito de Saint Exuperry sobre esse sentimento, em sua obra O Pequeno Príncipe.

A verdade, contudo, a meu ver, é que o amor é um estado de espírito tão especial e sublime que não necessita ser definido ou descrito em palavras, porque tudo que sobre ele alguém escrever será incompleto e impreciso. Ele está invariavelmente acima de qualquer conceito humano. Amar, se analisarmos com simplicidade, implica tão-somente em sentir o amor em toda sua amplitude, viver a intensidade vibrante dos prazeres e dores que, aceitemos ou não, o acompanham como forma de efeito colateral. Pois o amor quando chega vem completo, acompanhado de suas inquietudes e tomado por seus meandros muitos vezes insondáveis. Nada mais. E nem sempre temos condições adequadas para explicar os sentidos, conceituar os momentos da alma, determinar as linguagens do coração com seus estranhos e complexos mistérios.

Por outro lado, o sentimento amor não é extático não está parado na prisão do tempo, é sentimento dinâmico e febril, mudando sua maneira de ser ao sabor dos diferentes entendimentos das gerações. Sabemos a abissal dicotomia entre o comportamento de nossos avós no tocante a namoro e casamento e o pensamento da juventude contemporâneo. Nossos antepassados provavelmente estão se remexendo estarrecidos em seus túmulos ante os rumos tomados pelo amor nos dias de hoje. Porém, os filhos de nossos filhos, evidentemente, terão suas próprias visões individuais do amor num futuro próximo, e deveras absolutamente certo que o pensamento atual sobre o assunto se torne sem duvida obsoleto. Impossível termos a mais remota idéia hoje de como será para eles a fase em que todo ser humano é atraído pelo desejo de estar aconchegado à pessoa amada, de ficar e permanecer com ela a todo instante, de se completar, enfim, ao seu lado. Mas sabemos como estamos evoluindo em todos os sentidos com o passar dos anos. E ninguém é imune ao anelo de amar e ser amado, pois se trata de algo irresistível e inerente a homens e mulheres. Não amar é morrer, perder o objetivo de estar entre os vivos. Se o amor desaparece de algum coração algo está muito errado e certamente não restará mais esperança para ele. E não há necessidade de saber qual o conceito de amor para perceber quando estamos amando, ou se já não existe espaço na alma para se abrir a ele.

4 comentários:

Mundo Animal. disse...

(* " " *)
( ='o'= )
-(,,)-(,,)-...


saludos desde mundo animalll
Christiannn

Lucimar Sant`Ana disse...

Na verdade o amor é sublime demais para ser definido. É uma dádiva de Deus.
Abraços.

paula barros disse...

Um tema complexo. Um ótimo texto. Um sentimento portanto bastante complexo.

abraços

Josselene Marques disse...

Gilbamar:

Estou encantada com o seu texto. Você tem razão. Por mais que tentemos, jamais conseguiremos traduzir, com precisão, o amor em palavras.
Parabéns e ótimo final de semana.
Fraternos abraços para você e Ana.