segunda-feira, 24 de agosto de 2009

A FILHA QUE ELE MESMO GEROU


No cotidiano da vida
à medida que o tempo voa,
parece que o sentimento
tornou-se coisinha à toa
e embora não esperemos
tem maldade em gente boa

Passam as estações do ano
nasce o sol ao amanhecer,
as flores enfeitam os jardins,
a luz desperta no entardecer,
o amor nem sempre, contudo,
surge, brilha e consegue vencer

Já há tanto tempo o homem
na Terra vem habitando,
e depois de milhões de anos
continua se matando,
é como se não aprendesse
a nunca amar mesmo tentando

Quem, em sã consciência,
diria que uma filha amada
possuída de ferocidade
planejaria uma cilada
e com outros meliantes
mataria os pais a pauladas?

Mais difícil ainda é pensar
que um pai cheio de vigor
combinado com madrasta,
ambos sem um tiquim de amor,
mataria a própria filha
com muito sofrimento e dor?

A revista Veja já disse
que foram eles que mataram,
os laudos técnicos corroboram
que os dois assassinaram
a indefesa criancinha
e o mundo inteiro abalaram

Para nós que estamos vendo
tudo isso acontecer
no palco de nossa Pátria
é impossível compreender
que o amor do próprio pai
pereceu sem nunca nascer

Porque quando o amor nasce
sua raiz é tão profunda
no âmago do coração
que mesmo no mar não afunda
sendo impossível não ver,
e quem com ódio confunda

Surprêsos, ficamos pensando
o que mais podemos esperar
se até dentro da família
um papai ousa assassinar
a filha que ele mesmo gerou,
a criancinha que devia amar.

7 comentários:

FERNANDA & POEMAS disse...

QERIDO GILBAMAR... MARAVILHOSO POEMA AMIGO... ADOREI!!!!!!!!!!!
ABRAÇOS DE CARINHO,
FERNANDINHA

Adrisol disse...

hermoso poema cómo siempre escribes!!!!!
felicitaciones, amigo...
abrazos

Gabiprog disse...

Desgraciadamente a veces la naturaleza humana nos sorprende para mal. La palabra humana deberia significar mucho!

Un abrazo.

Ava disse...

Tipo um repente...

Forte...

Denso...

Impactante...

As mazelas de nossos dias, em forma de tristes versos...


Beijo na alma...

Níyume disse...

Querido Amigo, que bellas palabras, es todo un honor poder leerte.
Besos a tu bella esposa.
Abrazos para ti

Ana Maria disse...

Poema reflexivo.
Em quem acreditar, se o próprio pai mata a filha.

Beijoooss!

Josselene Marques disse...

Olá, amigo!

Quanta verdade no seu escrito. Também lamento que o desamor ainda encontre morada em corações de pessoas ditas civilizadas.

Abraço fraterno.

Josselene Marques